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Defensor sírio dos direitos humanos Mazen Darwish foi libertado

O célebre defensor dos direitos humanos sírio e crítico do regime de Bashar al-Assad, Mazen Darwish, foi libertado hoje após uma detenção de mais de três anos denunciada como arbitrária.

O jornalista e diretor do Centro Sírio para os Media e a Liberdade, Mazen Darwish, "foi posto em liberdade e o tribunal pronunciará o veredicto a 31 de agosto", disse à agência France Presse a sua mulher, Yara Bader.

Onze meses depois do início do conflito na Síria, que começou com protestos pacíficos violentamente reprimidos que evoluíram para uma guerra civil, Mazen Darwish foi detido com dois dos seus colegas, Hani Zaitani e Hussein Ghreir, a 16 de fevereiro de 2012 em Damas, acusados de "apologia do terrorismo".

Darwish, de 41 anos, foi galardoado com os prémios Roland Berger pela dignidade humana em 2011, dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF) em 2013 e Mundial da Liberdade de Imprensa 2015 da UNESCO.

"Estamos aliviados por Mazen Darwish ter recuperado a sua liberdade. (...) Esperamos agora que a justiça reconheça a sua inocência", disse o secretário-geral da organização RSF, Christophe Deloire, num comunicado.

A Amnistia Internacional também se congratulou com a libertação do ativista que, considerou, "já devia ter acontecido há muito tempo".

Mais de 200.000 pessoas estão detidas nas prisões e centros de detenção do regime sírio, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. Mais de 13.000 detidos foram mortos sob tortura desde o início do conflito em março de 2011.

Lusa

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