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Presidente turco diz que ofensiva militar contra PKK prosseguirá "até não restar qualquer terrorista"

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, declarou hoje que a ofensiva armada contra os militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão vai prosseguir "até não restar qualquer terrorista".

© Darren Whiteside / Reuters

"Continuaremos o nosso combate até que as armas sejam depostas (...) e que não reste qualquer terrorista no interior das nossas fronteiras", disse o Presidente turco num discurso transmitido pela televisão, acrescentando que a campanha aérea contra o PKK, que se prolonga há mais de duas semanas, já infligiu "sérias perdas" a este grupo.

O chefe de Estado turco e antigo primeiro-ministro disse ainda que foram conduzidas "operações eficazes" contra o grupo Estado Islâmico (EI).

"Também efetuámos operações eficazes contra o Daesh [acrónimo árabe que designa o Estado Islâmico] e que ameaça a nossa segurança", sublinhou.

"Não distinguimos entre organizações terroristas. Qualquer que seja o seu objetivo, uma organização terrorista é para nós uma organização terrorista", insistiu.

Erdogan declarou ainda "congelado" o processo de paz iniciado no final de 2012 com o PKK.

"Infelizmente, não compreenderam o que foi feito" por eles, e "o processo de resolução está desta forma, e neste momento, congelado", afirmou.

Ancara desencadeou a 24 de julho uma "guerra contra o terrorismo" visando em simultâneo o PKK e os combatentes do EI na Síria. Mas as dezenas de raides aéreos que se seguiram concentraram-se na guerrilha curda, com apenas três assinalados contra posições do EI.

No fim de semana, a agência noticiosa governamental Anatolia referiu-se a 390 rebeldes do PKK mortos durante os ataques aéreos da aviação turca contra as bases recuadas da guerrilha no norte do Iraque, para além de 30 membros das forças de segurança turca também mortos no mesmo período.

A situação no terreno permanece muito tensa, com constantes ataques da guerrilha curda e represálias das forças de Ancara, e que puseram termo a uma trégua de cerca de três anos entre as duas partes, no âmbito de um processo de paz.

Lusa

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