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UNICEF condena "crimes horríveis" cometidos contra crianças no Paquistão

O representante regional adjunto do Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) para o sul da Ásia, Philippe Cori, condenou hoje os horríveis e pavorosos crimes cometidos contra crianças em Kasur, no Paquistão.

© Caren Firouz / Reuters

"Nenhuma criança deveria ser objeto de violência, abusos ou exploração. Os horríveis crimes levados a cabo em Kasur vêm sublinhar a necessidade de todos nós fazermos mais para proteger as crianças de tais maus tratos", refere, em comunicado, Philippe Cori.

Considerando como "pavorosos" os relatos de crianças abusadas sexualmente no distrito de Kasur, Philippe Cori pediu ao Governo do Paquistão para que faça todos os "esforços para processar judicialmente os responsáveis por aqueles terríveis abusos".

"A UNICEF está em contacto com as autoridades governamentais a fim de compreender a plena dimensão deste crime", refere no comunicado.

"É vital que às crianças e famílias afetadas sejam imediatamente proporcionados todos os cuidados e toda a proteção necessários para prevenir uma ulterior vitimização", salienta.

A polícia paquistanesa fez hoje mais cinco detenções no âmbito de um caso de violações de menores, que pode ser um dos maiores escândalos na história do país, elevando para 12 o número de detidos.

O caso está a abalar o país desde o fim de semana, depois do surgimento de vídeos sórdidos com cerca de 280 crianças, a maioria com menos de 14 anos, realizados desde 2007, na localidade de Hussain Khanwala, perto de Lahore, a segunda cidade do país.

As crianças são filmadas durante as violações realizadas por um ou vários homens. No total, estariam implicados 25 homens, de acordo com Latif Ahmed Sra, um dos advogados das crianças, e os meios de comunicação paquistaneses.

O caso -- o maior de abusos a crianças na história do Paquistão, segundo o chefe do escritório de proteção da infância do Pundjab, Saba Sadiq -- tomou dimensão nacional.

O primeiro-ministro, Nawaz Sharif, expressou sua "cólera" e a sua "dor", prometendo que nenhum acordo será permitido aos culpados neste caso.

Lusa

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