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Secretário-geral da ONU demite chefe de missão na República Centro-Africana

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, anunciou hoje a demissão do chefe da missão da ONU na República Centro-Africana após uma série de alegações de abuso sexual por parte de 'capacetes azuis'.

© Khaled Al Hariri / Reuters

O diplomata senegalês Babacar Gaye "pediu a sua demissão a meu pedido", anunciou Ban Ki-moon em conferência de imprensa citada pela agência France Presse (AFP) na sede da ONU, em Nova Iorque.

A decisão surge um dia após a abertura de uma investigação sobre a violação de uma menina de 12 anos e o homicídio a tiro de um rapaz de 16 anos e do seu pai, alegadamente perpetrados por soldados da MINUSCA.

"Não posso pôr em palavras o quão angustiado, enraivecido e envergonhado estou devido às denúncias recorrentes, ao longo dos anos, de exploração e abuso sexual por parte das forças da ONU", afirmou Ban Ki-moon, acrescentando que "já chega".

"Quando as Nações Unidas mobilizam forças de manutenção de paz, fazemo-lo para proteger as pessoas mais vulneráveis do mundo, nos lugares mais desesperados do mundo", defendeu.

O secretário-geral acrescentou que não tolerará "nenhuma ação daqueles que substituem a confiança pelo medo".

Babacar Gaye, de 64 anos, era o chefe da MINUSCA e o enviado especial da ONU na República Centro-Africana desde julho de 2014, quando a missão foi mobilizada.

Os alegados crimes tiveram lugar entre 02 e 03 de agosto, durante uma operação para deter um antigo líder rebelde na capital do país, Bangui, numa zona controlada por milícias muçulmanas.

A operação deixou cinco mortos no total, incluindo um 'capacete azul' dos Camarões.

A França lidera uma investigação separada sobre alegações de que mais de uma dúzia dos seus soldados, mobilizados no âmbito da operação francesa Sangaris, que precedeu a MINUSCA, abusou sexualmente de crianças em troca de comida.

A República Centro-Africana luta para recuperar da violência sectária que alastrou pelo país após um golpe de estado em 2013.

O governo apoiado internacionalmente é ameaçado pelo conflito entre uma coligação rebelde muçulmana ('Seleka') e milícias cristãs e animistas (os 'Anti-Balaka').

Lusa

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