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Chefes da diplomacia norte-americana e cubana reúnem-se em Havana em dia histórico

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o seu homólogo cubano, Bruno Rodriguez, reuniram-se hoje após a cerimónia histórica de reabertura da embaixada dos Estados Unidos em Havana, depois de mais de cinco décadas de corte de relações.

© POOL New / Reuters

Depois do encontro, o terceiro desde o passado dia 20 de julho (dia que marca o restabelecimento oficial das relações diplomáticas entre Washington e Havana), Kerry e Rodriguez têm prevista uma conferência de imprensa conjunta.

Ainda antes do encontro com Rodriguez, John Kerry reuniu-se com o cardeal cubano e arcebispo de Havana, Jaime Ortega, segundo fontes diplomáticas norte-americanas.

O encontro durou cerca de 10 minutos e teve lugar na própria representação diplomática norte-americana.

O cardeal, o máximo representante da hierarquia católica em Cuba, foi um dos muitos convidados que assistiram à cerimónia histórica da reabertura oficial da embaixada dos Estados Unidos e ao hastear da bandeira norte-americana, algo que não acontecia desde 1961.

Até ao momento, não foi revelado qualquer pormenor sobre o conteúdo da conversa entre o chefe da diplomacia norte-americana e o cardeal Jaime Ortega.

Kerry é o primeiro chefe da diplomacia norte-americana a visitar a ilha caribenha em 70 anos. O último secretário de Estado norte-americano a visitar Cuba tinha sido Edward Stettinius em 1945.

Ao mesmo tempo que decorria a cerimónia em Havana, várias pessoas envolveram-se em confrontos na cidade norte-americana de Miami, principal centro da comunidade cubana exilada nos Estados Unidos.

Cerca de uma dezena de pessoas concentraram-se hoje em frente ao conhecido café Versailles, no bairro Little Havana, local onde habitualmente se reúnem os exilados cubanos, para contestar a cerimónia em Havana.

Os confrontos começaram quando os manifestantes atacaram um homem que exibia alguns cartazes com mensagens a favor do regime liderado por Raul Castro. A polícia teve de intervir para apaziguar os ânimos.

Antes dos confrontos, membros da organização no exílio Vigilia Mambisa, responsável pela convocação do protesto, destruíram uma bandeira que assinalava o dia 26 de julho, data da primeira ação armada da revolução cubana em 1953.

A visita histórica de Kerry a Havana e a cerimónia na embaixada norte-americana acontecem oito meses depois do anúncio de que os dois países iam iniciar negociações para o restabelecimento de relações diplomáticas.

A 17 de dezembro de 2014, os líderes norte-americano e cubano, Barack Obama e Raul Castro, respetivamente, anunciaram em simultâneo uma aproximação histórica entre os dois países, que estão separados unicamente pelos 150 quilómetros do Estreito da Florida.

Este anúncio surgia após 18 meses de negociações secretas entre os Estados Unidos e Cuba, sob a égide do Vaticano e do Canadá.

Após vários meses de rondas negociais, os dois líderes anunciaram a 01 de julho deste ano o restabelecimento das relações diplomáticas e a abertura de embaixadas nas capitais de cada país, medida que seria concretizada dias mais tarde, a 20 de julho.

Lusa

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