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Violentos combates matam entre 150 e 200 no norte da Líbia

Violentos combates em Syrte (norte da Líbia) entre os 'jihadistas' do grupo Estado Islâmico (EI) e homens armados locais causaram entre 150 e 200 mortos, afirmou hoje o embaixador líbio em Paris.

© Goran Tomasevic / Reuters

"Ocorreu um verdadeiro massacre em Syrte e apelamos à comunidade internacional para intervir", disse à agência France Presse (AFP) o embaixador, Chibani Abuhamoud.

Antes, um responsável local tinha indicado à AFP que os combates entre habitantes armados e 'jihadistas' do EI tinham causado dezenas de mortos e de feridos nos últimos quatro dias, sem dar um balanço preciso. Também não conseguiu referir a causa dos confrontos.

"Syrte vive uma verdadeira guerra desde terça-feira e a luta feroz entre os combatentes da cidade e o EI nunca parou", disse aquele responsável que não quis ser identificado.

Desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011, a Líbia tem sido palco de combates sangrentos entre grupos armados rivais.

O país tem dois governos, um em Tripoli sob controlo de uma coligação de milícias em parte islamitas, e o outro exilado no leste, reconhecido pela comunidade internacional.

Atualmente a Líbia tem ainda de enfrentar a ascensão do EI, que tomou controlo de Syrte em junho.

Na terça-feira, o governo de Tripoli anunciou o lançamento de uma "operação para libertar Syrte". O Ministério da Defesa precisou que "os jovens e os habitantes de Syrte" participavam na ofensiva, apoiados por ataques da aviação.

Segundo o embaixador Chibani Abuhamoud, do governo reconhecido pela comunidade internacional, os combates em Syrte começaram depois do assassínio pelo EI do xeque Khaled Al-Farjane, um imã (líder religioso islâmico) da influente tribo dos Al-Farjane.

A organização 'jihadista' "encaminhou reforços para Syrte e lançou uma ofensiva contra os bairros residenciais que lhe resistem", afirmou o embaixador.

Num comunicado divulgado na rede social Facebook na quinta-feira, o governo líbio exilado criticou as grandes potências por usarem "dois pesos e duas medidas" no que se refere à luta contra os 'jihadistas'.

"Combatem o EI na Síria e no Iraque e fecham os olhos à sua presença" na Líbia, disse.

Lusa

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