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Organização alerta para recrutamento contínuo de crianças soldado na Birmânia

O recurso a crianças soldado persiste nos dois lados das trincheiras nos conflitos entre o exército da Birmânia e várias guerrilhas de minorias étnicas, segundo a organização de defesa dos direitos infantis Child Soldiers International.

© Stringer China / Reuters

A organização, sediada em Londres (Inglaterra), acusa as autoridades birmanesas de continuar com o recrutamento "ilegal" de menores e diz que também seis grupos armados de diferentes etnias usam meninos soldado nas suas milícias.

"É impossível conhecer um número [exato] de crianças recrutadas como soldados pelo exército, em parte porque isso acontece em áreas de conflito pouco acessíveis", disse à agência espanhola Efe a diretora de Assuntos Políticos da organização, Lata Hogg.

Segundo a responsável, este ano foram já recebidas informações de que as autoridades birmanesas utilizaram menores nas linhas de batalha nos estados de Shan e Kachín, apesar de o governo civil que substituiu a Junta Militar em 2011 ter prometido terminar com esta prática e ter libertado do serviço 646 menores desde 2012.

Ainda assim, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), 357 menores foram recrutados pelas Forças Armadas em 2014.

Depois de quase meio século governada por generais, a Birmânia começou em 2011 um período de reformas políticas, económicas e sociais e negociações de paz com os exércitos das minorias.

Uma maior autonomia é a reivindicação principal de quase todas as minorias étnicas birmanesas, que incluem os shan, karen, rakhine, mon, chin, kackhin, kayah e kokang, e representam mais de 30% dos 53 milhões de habitantes do país.

Lusa

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