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Ministro brasileiro defende diálogo e critica intolerância após manifestações

O ministro brasileiro da Comunicação Social, Edinho Silva, defendeu esta segunda-feira o diálogo da Presidente Dilma Rousseff com a sociedade e criticou a intolerância, um dia após protestos contra o Governo ocorrerem pelo país.

O ministro afirmou que Rousseff irá intensificar o diálogo com a sociedade e grupos políticos, e negou que seja tarde demais para essa abertura, ao ser questionado sobre a crise política. (Arquivo)

O ministro afirmou que Rousseff irá intensificar o diálogo com a sociedade e grupos políticos, e negou que seja tarde demais para essa abertura, ao ser questionado sobre a crise política. (Arquivo)

© Ueslei Marcelino / Reuters

"Há um ambiente de intolerância que temos de trabalhar para desfazer. O Brasil sempre conviveu com a diversidade religiosa, cultural e política", afirmou Silva em declarações à imprensa, realçando que a intolerância parte tanto de setores da coligação do governo como de opositores.

O ministro afirmou que Rousseff irá intensificar o diálogo com a sociedade e grupos políticos, e negou que seja tarde demais para essa abertura, ao ser questionado sobre a crise política.

Os protestos realizados no domingo contra o Governo Rousseff verificaram-se em cidades de todos os 25 Estados brasileiros, incluindo Brasília (região centro-oeste), São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (sudeste), Curitiba (sul), Salvador e Recife (nordeste).

A Presidente, que reuniu-se ainda no domingo com quatro ministros para discutir o tema, voltou a convocar uma reunião para hoje, com integrantes da coordenação política do Governo, entre eles Edinho Silva.

O ministro da Comunicação Social afirmou também que o Governo trabalha para superar as dificuldades, com ações para a recuperação da economia e para o combate à corrupção. "Queremos um ambiente de otimismo, de acreditar no Brasil, na sua força. Se acreditarmos, em breve estaremos saindo das dificuldades, e voltando a crescer, e a gerar emprego", afirmou.

Ao ser questionado sobre a menor participação popular nas manifestações de domingo, em comparação com atos anteriores, Silva afirmo que os protestos foram "importantes" independentemente do número de presentes, e que o Governo os reconhece "como parte do regime democrático" que está a ser construído no Brasil.

Lusa

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