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Revelada ligação entre empresa de armazéns em Tianjin e governo local

Revelada ligação entre empresa de armazéns em Tianjin e governo local

A revista económica chinesa Caijing escreve hoje que quem realmente controla a empresa proprietária do terminal de contentores do porto de Tianjin, onde se registaram fortes explosões, é o filho de um antigo alto dirigente do governo local. Entretanto a Toyota anunciou a suspensão temporária da produção em três fábricas da China devido aos efeitos das explosões. Duas das três linhas de produção da marca japonesa estão localizadas perto do local do acidente e por isso tiveram de ser evacuadas. A explosão de quarta-feira que fez 114 vítimas mortais levou, esta manhã, centenas de moradores às ruas que ficaram com as casas destruídas e reclamam respostas e o apoio do governo.

Apesar de o titular oficial da empresa Ruihai International Logistics ser Zhi Feng e os principais acionistas pessoas com o nome Li Liang e Shu Zheng, com 55% e 45% das ações, respetivamente, quem "realmente controla" a empresa é Dong Mengmeng, diz a revista.

A publicação indica que Dong é o filho do ex-diretor do Gabinete de Segurança Pública do Porto de Tianjin, onde fica o terminal de depósitos.

A ligação entre a empresa e o governo aumenta as suspeitas sobre a opacidade na gestão da catástrofe, sem que ainda tenha sido revelado o que a provocou.

O desastre causou pelo menos 114 mortos e 70 desaparecidos. Desde que se deram as explosões que se revelaram várias possíveis violações às regras de segurança, entre informações oficiais e publicadas pela imprensa.

O Tribunal Supremo Chinês já anunciou uma investigação para apurar possíveis negligências.

Apesar de ainda não ter sido oficialmente confirmado, a hipótese mais forte é que as explosões se deveram ao contacto dos produtos químicos nos contentores -- incluindo cianeto -- com a água usada pelos bombeiros para apagar um incêndio que havia deflagrado previamente.

Ainda não se sabe se a Ruhai International Logistics tinha licença para armazenar estes químicos perigosos, já que a autorização de 2012 não contemplava esta opção, ainda que fontes do Governo local tenham dito na sexta-feira que a licença foi "redefinida" mais tarde.

Com Lusa

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