sicnot

Perfil

Mundo

Uma em cada cinco crianças no mundo não recebe vacinação de rotina

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou hoje que uma em cada cinco crianças no mundo não recebe as vacinas de rotina e que anualmente um milhão e meio de menores morre de doenças contra as quais existe vacinação.

O medo de agulhas também pode funcionar como um impedimento. Sobre este aspeto, a OMS vai publicar em breve um conjunto de recomendações para atenuar a dor no momento da injeção. (Arquivo)

O medo de agulhas também pode funcionar como um impedimento. Sobre este aspeto, a OMS vai publicar em breve um conjunto de recomendações para atenuar a dor no momento da injeção. (Arquivo)

© Ina Fassbender / Reuters

"Um total de 18,7 milhões de crianças com menos de um ano não receberam a vacina contra a difteria, como recomendamos", disse o responsável pelo departamento de vacinação da OMS, Philippe Duclos.

A agência das Nações Unidas manifestou hoje a sua preocupação face à corrente que defende a não utilização de vacinas, um dos aspetos que dificulta as metas mundiais de imunização.

Para o responsável, não é possível traçar o perfil das pessoas que recusam a vacinação com base em parâmetros como a classe social, escolaridade, nacionalidade ou origem étnica

De acordo com Philippe Duclos, um alto nível de educação não significa a aceitação automática das vacinas.

Também não depende do nível socioeconómico do país, segundo frisou o responsável, que recordou um caso registado numa região do Reino Unido, onde várias pessoas defendiam que certas vacinas provocavam graves doenças neurológicas nas crianças.

O representante da OMS também mencionou um caso mais recente verificado em França, onde também existiu uma corrente contra a vacina da hepatite B.

Philippe Duclos explicou que a recusa da vacinação pode ser atribuída a vários fatores, como as crenças baseadas em mitos, a desinformação, a desconfiança face aos profissionais de saúde e ao sistema sanitário, a influência dos líderes comunitários, os custos e as barreiras geográficas.

O medo de agulhas também pode funcionar como um impedimento. Sobre este aspeto, a OMS vai publicar em breve um conjunto de recomendações para atenuar a dor no momento da injeção.

"Não existe uma estratégia única, mas poderá passar pela participação de líderes influentes para promover a vacinação junto das comunidades, pela mobilização social, pelos meios de comunicação, bem como pela criação de melhores acessos à vacinação", disse o perito.

A taxa de vacinação a nível mundial é atualmente de 86% e o objetivo da OMS é chegar aos 90% até ao final deste ano.

Lusa

  • "Os governos são diferentes mas o povo é o mesmo"
    0:45

    Economia

    O Presidente da República atribui o resultado do défice do ano passado ao espírito de sacrifício do povo português. Num jantar em Coimbra para assinalar o Dia do Estudante, Marcelo Rebelo de Sousa considerou ainda que o valor do défice de 2016 é a prova de que com governos diferentes conseguem-se os mesmos objetivos.

  • Recuo na saúde é primeira derrota de peso para Donald Trump
    1:18

    Mundo

    O Presidente norte-americano sofreu esta sexta-feira uma derrota de peso. O líder da Câmara dos Representantes retirou a proposta do plano de saúde de Trump, que se preparava para um chumbo na câmara baixa do Congresso. Para já, mantém-se o Obamacare.

  • Pai do piloto da Germanwings defende inocência do filho

    Mundo

    O pai de Andreas Lubitz declarou esta sexta-feira que o filho não é o responsável pelo embate do avião da Germanwings contra um local montanhoso, que fez 150 mortos. O Ministério Público alemão concluiu em janeiro que o incidente em 2015 foi apenas da responsabilidade do piloto.