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Ministros do Interior e dos Transportes da UE debatem segurança no sábado em Paris

Os ministros do Interior e dos Transportes da UE vão reunir-se no sábado, em Paris, para debater medidas de segurança, depois do ataque na passada semana num comboio de alta velocidade, impedido por passageiros.

Os ministros vão debater "propostas muito concretas" para reforçar os dispositivos de vigilância criados no âmbito da luta antiterrorista, afirmou o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, algumas horas depois de o atacante marroquino ter sido acusado pelo ataque terrorista no comboio Thalys entre Amesterdão e Paris, na sexta-feira.

O responsável francês afirmou, numa entrevista à emissora de rádio France Inter, que a sua principal proposta é avaliar, sem modificar os acordos de Schengen, se é possível realizar controlos coordenados e simultâneos em vários países, aproveitando as fichas dos serviços secretos sobre pessoas potencialmente perigosas.

"É preciso ver se é possível ativar um dispositivo que permita controlar nos aeroportos, nos meios de transporte, de forma sistemática e mais coordenada, quem utiliza um meio de transporte", disse.

Na opinião do ministro, estes controlos são possíveis "sem alterar Schengen", uma vez que "não seriam controlos obrigatórios", proibidos pelos tratados europeus de livre circulação.

O autor do ataque frustrado contra o Thalys, o marroquino Ayub El Khazzani, de 25 anos, foi acusado na terça-feira à noite de tentativa de homicídio em ação terrorista.

Na sexta-feira passada, El Khazzani entrou no comboio de alta velocidade em Bruxelas, armado com uma espingarda automática "kalachnikov" (AK-47), 270 cartuchos de munições, uma pistola "Luger", uma garrafa de petróleo e um x-ato.

O homem foi impedido de perpetrar qualquer ataque por dois militares norte-americanos, que se encontravam de férias, um amigo e um consultor britânico de 62 anos.

Na segunda-feira, o presidente francês, François Hollande, condecorou os quatro com a Legião de Honra, a mais alta distinção de França.

Sinalizado pelos serviços de informações em Espanha - onde residiu vários anos - por posições islamitas radicais, Ayub El Khazzani foi sinalizado numa "ficha S", que designa pessoas potencialmente perigosas para a "segurança do Estado".

A sua estada em França, que começou no início do ano passado, decorreu sem incidentes e não foi ativada qualquer vigilância.

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