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Morre segundo polícia após confrontos em Kiev

Um segundo polícia morreu hoje devido a ferimentos nos confrontos de segunda-feira diante do parlamento da Ucrânia em Kiev entre as forças de segurança e militantes da extrema-direita, anunciou o ministro do Interior.

Reuters

"Mais um membro da Guarda Nacional morreu devido aos ferimentos na sequência da explosão de uma granada (...) É triste", escreveu na sua conta da rede social de mensagens curtas Twitter o ministro Arsen Avakov.

Com esta morte, o balanço da violência é de dois polícias mortos e 130 pessoas hospitalizadas, entre os quais seis polícias em estado grave, de acordo com os últimos dados divulgados por Avakov.

Aqueles polícias têm ferimentos no estômago, pulmões e cabeça, precisou Olga Bogomolets, deputada e conselheira para as questões humanitárias do Presidente Petro Poroshenko.

As autoridades responsabilizam pela agitação os manifestantes nacionalistas que protestavam contra a aprovação pelo parlamento de uma reforma constitucional, atribuindo maior autonomia aos territórios separatistas pró-russos do leste da Ucrânia.

"Encontrámos os autores, encontraremos os organizadores", declarou hoje o Presidente ucraniano, que na véspera prometeu "castigar severamente" os responsáveis.

Poroshenko, que classificou a violência de "punhalada nas costas", tem previsto visitar os feridos ainda hoje.

Segundo uma porta-voz da polícia de Kiev, Oksana Blyshchyk, o líder do partido de extrema-direita Svoboda, Oleg Tiagnybok, será interrogado pela polícia pelo envolvimento de membros do seu partido na violência.

Continuam sob custódia 18 das 30 pessoas interpeladas na segunda-feira por suspeita de lançamento de uma granada à entrada do parlamento, adiantou a porta-voz da polícia.

Estes foram os piores confrontos em Kiev desde o levantamento popular que derrubou o presidente ucraniano pró-Moscovo Viktor Ianukovich em fevereiro de 2014.

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