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Cerca de 50 soldados da União Africana mortos e 50 desaparecidos após ataque na Somália

Pelo menos 50 soldados da União Africana morreram e mais 50 desapareceram na sequência de um ataque das milícias 'shebab' a um campo militar no sul da Somália na terça-feira, disseram fontes militares ocidentais.

Arquivo Reuters

"Concluímos que pelo menos 50 tropas da Amisom [Missão da União Africana na Somália] morreram", indica um comunicado de responsáveis militares ocidentais enviado a diplomatas e ao qual a agência noticiosa francesa AFP teve acesso.

O mesmo comunicado acrescenta que 100 soldados desapareceram após o ataque.

Os islamitas somalis dos 'shebab' ocuparam temporariamente a base ugandesa da missão da Amisom, em Janale, na região somali de Basse-Shabelle, após perpetrarem um atentado com carro armadilhado contra as instalações, informou na terça-feira a força africana.

A força da UA admitiu baixas entre os soldados ugandeses, sem fornecer um balanço imediato, referindo estarem "ainda a avaliar o número de mortos e a extensão dos estragos". Antes, um porta-voz da força tinha precisado que cerca de 150 soldados ugandeses permaneciam na base.

Os 'shebab', filiados na rede terrorista Al-Qaida, reivindicaram o ataque e afirmaram ter infligido pesadas baixas à Amisom nesse novo ataque, o segundo em dois meses contra uma das suas bases do sul da Somália.

A Amisom, atualmente com 22.000 homens, e as forças pró-governamentais somalis expulsaram os 'shebab' de Mogadíscio em 2011 e, em seguida, do conjunto das localidades importantes que controlavam no centro e sul da Somália.

No entanto, os islamitas ainda controlam importantes zonas rurais no sul do país, uma região privada de um verdadeiro Estado central desde o início da década de 1990.

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