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Líderes estudantis declaram-se não culpados por protesto que iniciou Occupy em Hong Kong

Três líderes estudantis em Hong Kong declararam-se hoje não culpados das acusações sobre o protesto de 26 de setembro do ano passado que marcou o início da ocupação das ruas da cidade durante mais de dois meses.

Reuters

As acusações referem-se a ações no dia 26 de setembro de 2014, em que alguns manifestantes concentrados junto à sede do Governo de Hong Kong, saltaram as grades metálicas e entraram na denominada Praça Cívica.

O líder do movimento estudantil 'Scholarim', Joshua Wong, de 18 anos, foi acusado, em conjunto com Nathan Law (22 anos) e Alex Chow (25 anos), da Federação de Estudantes, na semana passada, uma decisão que ativistas descrevem como "perseguição política".

Sobre os três líderes recaem acusações de reunião ilegal e incitação para participar em reunião ilegal.

O caso foi adiado para 30 de outubro.

Os três líderes estudantis tinham já sido acusados de obstrução à polícia num protesto anterior, em junho do ano passado, cujo julgamento foi na sexta-feira adiado para 26 de outubro.

Os estudantes estavam entre as dezenas que pessoas que em junho do ano passado se concentraram no exterior do Gabinete de Ligação do Governo Central Chinês em Hong Kong para se oporem a um "livro branco" da China, no qual Pequim afirmou o seu controlo sobre a região especial chinesa. Uma cópia do documento foi queimada nesse protesto.

A proposta que esteve na origem do movimento 'Occupy Central' dava, pela primeira vez, oportunidade a todos residentes de Hong Kong de votarem em 2017 nas eleições para o chefe do executivo, mas sob a condição de que todos os candidatos -- dois ou três no máximo -- fossem pré-selecionados por um comité conotado com Pequim.

O plano de reforma política proposto pelo governo de Hong Kong e apoiado pelas autoridades de Pequim foi chumbado pelo conselho legislativo da região em junho deste ano.

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