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Cuba liberta mais de 3.500 presos antes da visita do Papa

As autoridades cubanas decidiram amnistiar mais de 3.500 prisioneiros por ocasião da visita à ilha caribenha do Papa Francisco, prevista para este mês, anunciou hoje o diário oficial Granma.

© Stringer Shanghai / Reuters

O Conselho de Estado, órgão supremo do executivo cubano, "decidiu libertar 3.522 prisioneiros por ocasião da visita da sua santidade, o papa Francisco", a decorrer entre 19 a 22 de setembro, indicou a publicação.

O diário Granma, órgão oficial do Partido Comunista cubano, recordou que Havana já tinha libertado perto de 3.000 prisioneiros durante a visita do papa Bento XVI em 2012 e cerca de 300 durante a deslocação à ilha de João Paulo II em 1998.

Entre os beneficiários da atual amnistia figuram prisioneiros com idade superior a 60 anos ou detidos com menos de 20 anos que não tenham antecedentes criminais.

Também estão abrangidos presos com doenças crónicas, mulheres, cuja liberdade condicional vigorava até finais de 2016, e estrangeiros, cujo país de origem assegura a extradição.

Salvo algumas "exceções humanitárias", são mantidos em regime de prisão os autores de homicídios, violações, atos de pedofilia, tráfico de droga e violações ou atentados à segurança do Estado.

Esta decisão entrará em vigor num prazo de 72 horas, precisou o jornal Granma.

Após a passagem por Cuba, Francisco desloca-se aos Estados Unidos, onde irá realizar uma visita oficial até 27 de setembro.

O processo histórico do restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, que estão separados unicamente pelos 150 quilómetros do Estreito da Florida e que viveram de costas voltadas durante mais de meio século, contou com a colaboração do Vaticano.

Lusa

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