sicnot

Perfil

Mundo

Comitiva do presidente da Renamo atacada no centro de Moçambique

Uma caravana de automóveis em que seguia o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, foi hoje atacada ao início da noite na província de Manica, centro de Moçambique, havendo cinco feridos, mas o líder da oposição saiu ileso.

© STR New / Reuters

O ataque, testemunhado pela Lusa no local, foi dirigido por homens da Unidade de Intervenção Rápida das forças de defesa e segurança de Moçambique, cerca das 19:00 (18:00 em Portugal), em Chibata, junto do rio Boamalanga, quando a comitiva de Dhlakama regressava de um comício em Macossa e se encaminhava para Chimoio, capital de Manica.

Os militares da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) responderam aos tiros e entraram no mato em perseguição dos homens da UIR, enquanto o resto da comitiva, incluindo Dhlakama, permaneceu no local.

O carro do presidente da Renamo não foi atingido, mas o motorista de um dos veículos da caravana ficou ferido com gravidade.

Um militar da Renamo avançou à Lusa a existência de outros quatro feridos entre os homens da UIR.

A comitiva retomou a sua marcha cerca das 20:30 locais para Chimoio, onde é esperada uma declaração de Dhlakama sobre o incidente.

Moçambique vive momentos de incerteza política, com o líder da Renamo a não reconhecer os resultados das últimas eleições gerais e a exigir a governação nas províncias onde reclama vitória, sob ameaça de tomar o poder pela força.

Governo e Renamo não chegaram a um entendimento sobre o desarmamento do partido de oposição, que abandonou as negociações de longo prazo com o Governo em Maputo, e nas últimas semanas têm ocorrido episódios de violência entre as duas partes na província de Tete, centro do país.

O líder da Renamo anunciou a instalação de um quartel em Morrumbala, província da Zambézia, e a criação de uma polícia própria do partido, ao mesmo tempo que se recusa a encontrar-se com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, alegando que só o fará quando forem cumpridos integralmente o Acordo Geral de Paz, assinado em Roma em 1992, e o Acordo de Cessação de Hostilidades Militares, em setembro de 2014.

Lusa

  • 105 detidos pela PSP e GNR nas últimas 24 horas

    País

    Só a GNR deteve 64 pessoas em flagrante delito, entre a noite de sexta-feira e o início da manhã deste sábado, a maioria das quais (47) por condução sob o efeito do álcool. A PSP de Lisboa efetuou 41 detenções em 24 horas, dez por tráfico de droga.

  • Videoamador mostra grupo a atar tocha a um touro
    1:33
  • PJ investiga forma como o FC Porto obteve os e-mails
    1:58

    Desporto

    Enquanto o campeonato português de futebol está de férias do relvado, nos bastidores continua uma guerra aberta por causa dos e-mails. O FC Porto entregou à Polícia Judiciária toda a documentação disponível do chamado caso dos e-mails, que envolve o Benfica num alegado esquema de corrupção. O pedido foi feito pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ. A forma como o FC Porto obteve os e-mails também está a ser investigada pela Polícia Judiciária.

  • Manifestantes bloquearam Caracas

    Mundo

    Milhares de pessoas bloquearam esta sexta-feira as ruas de Caracas e de outras cidades, em protesto contra a repressão e o assassinato de manifestantes pelas forças de segurança.