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Médicos australianos pedem proibição da prática de pugilismo após morte de praticante

Uma associação de médicos australianos pediu hoje a proibição da prática do pugilismo, após a morte de um praticante da modalidade causada por um 'knock-out' sofrido num combate que decidia um título regional, na última sexta-feira.

© Oswaldo Rivas / Reuters

Davey Browne Jr., de 28 anos, foi atingido na cabeça durante o combate com o filipino Carlo Magali e acabou por cair inanimado, tendo sido transportado para o Hospital de Sydney em estado crítico. A família do atleta deu hoje autorização para que se desligassem as máquinas que o mantinham vivo.

"As regras deste desporto são atletas feridos, a sangrar ou deixar o ringue com danos cerebrais irreversíveis, que às vezes acabam por matar. É por isso que fazemos esta campanha para proibir este desporto", disse Stephen Parnis, vice-presidente da Associação Médica australiana.

Em março passado, Braydon Smith, outro pugilista, morreu em casa apenas umas horas após o fim de um combate, no qual acabou derrotado.

"Esta é uma tragédia para todos. Esta morte era evitável e deixa um verdadeiro sentimento de amargura", continuou Parnis.

A associação médica afirma que "esta é uma das causas de morte prematura entre os jovens" e que "um único golpe pode matar, seja numa saída à noite ou durante um combate", pedindo às autoridades para que acabem com a prática da modalidade.

Lusa

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