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Ban Ki-Moon quer mulher como próxima secretária-geral da ONU

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, defendeu hoje que os países das Nações Unidas devem escolher uma mulher para o suceder no cargo, cujo mandato termina no final de 2016.

© Lucas Jackson / Reuters

"Acredito que é altura de os Estados-membros discutirem e considerarem esta aspiração", disse Ban Ki-Moon em referência a repetidos apelos para que seja uma mulher a liderar as Nações Unidas.

O diplomata sul-coreano recordou que os oito secretários-gerais da ONU foram todos homens e defendeu que há muitas mulheres "qualificadas, com experiência e comprometidas", que podem desempenhar bem a função.

A ideia de uma mulher a dirigir a ONU já foi defendida em anteriores processos de seleção, mas tem ganhado peso nos últimos meses.

Países como a Colômbia têm impulsionado campanhas para que a Ban Ki-Moon suceda uma secretária-geral, tal como a imprensa internacional, incluindo o jornal norte-americano New York Times, num editorial publicado o mês passado.

Segundo a tradicional rotação por regiões, a Ban Ki-Moon deverá suceder uma pessoa proveniente dos países da Europa de Leste, tendo sido apontado o nome de Irina Bokova, antiga ministra dos Negócios Estrangeiros da Bulgária e atual diretora-geral do Fundo da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

O nome do ex-primeiro-ministro António Guterres, atual Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, tem sido apontado como possível candidato ao cargo de secretário-geral da ONU, mas remeteu para mais tarde o anúncio de uma decisão sobre a matéria.

"Sobre essas matérias, a seu tempo se verá o que faz sentido", respondeu o antigo primeiro-ministro, a uma pergunta da Rádio Renascença sobre se mantém a expectativa de uma candidatura a secretário-geral das Nações Unidas, no final do ano.

O processo de seleção do próximo secretário-geral da ONU promete ser mais transparente que nunca, depois de na semana passada a Assembleia-Geral da ONU aprovar uma resolução que estabelece que os candidatos podem ser entrevistados por aquele órgão.

No passado, o processo estava marcado por discussões à porta fechada entre os membros do Conselho de Segurança, que depois de chegarem a acordo davam o nome à Assembleia-geral da ONU para aprovação.

Lusa

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