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Manifestantes antiausteridade ocupam Ministério das Finanças brasileiro

Centenas de manifestantes gritando palavras de ordem contra os cortes orçamentais anunciados pelo governo invadiram esta quarta-feira a entrada da sede do Ministério da Fazenda (Finanças) em São Paulo, noticiou a imprensa brasileira.

Cerca de 200 dos 1500 manifestantes que, segundo a polícia, participaram no protesto invadiram a entrada do edifício e asseguraram que ali vão permanecer até que o governo aceite negociar.

Cerca de 200 dos 1500 manifestantes que, segundo a polícia, participaram no protesto invadiram a entrada do edifício e asseguraram que ali vão permanecer até que o governo aceite negociar.

© Nacho Doce / Reuters

Cerca de 200 dos 1500 manifestantes que, segundo a polícia, participaram no protesto invadiram a entrada do edifício e asseguraram que ali vão permanecer até que o governo aceite negociar.

"Não vamos aceitar qualquer corte na habitação", afirmou o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, ao 'site' G1 da Globo.

Os protestos visam o plano de austeridade anunciado pelo governo de Dilma Rousseff, que prevê cortes de 15 mil milhões de euros, a maioria aplicados ao programa social "Minha Casa, Minha Vida".

Centenas de pessoas manifestaram-se igualmente em Brasília e no Rio de Janeiro.

Membros do MTST, professores e outros funcionários públicos manifestaram-se em Brasília em frente da sede do Ministério da Fazenda, enquanto a pouca distância cerca de 1500 militantes do Movimento dos Sem Terra, tradicionalmente aliado do Partido dos Trabalhadores (PT) no poder, tentaram invadir o Ministério da Agricultura, mas forma repelidos pela polícia.

"Este governo, que no início era considerado progressista, perdeu os princípios de esquerda", lamentou aos jornalistas Roni Morais, professor de psicologia na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (centro-oeste).

"O povo revoltou-se, é ele que está a pagar a fatura da corrupção", disse Rubens Rambo, funcionário da presidência em greve há mais de 100 dias, referindo-se ao escândalo de corrupção na companhia petrolífera Petrobras envolvendo dirigentes políticos.

No Rio de Janeiro, uma centena de apoiantes do MTST manifestaram-se em frente ao Ministério da Fazenda.

Lusa

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