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Papa pede ao bispos dos EUA para acolherem os imigrantes "sem medo"

O papa Francisco pediu hoje aos bispos norte-americanos para acolherem "sem medo" os imigrantes da América Latina porque isso vai enriquecer tanto os Estados Unidos como a Igreja católica.

© POOL New / Reuters

O papa, que falava na catedral de S. Mateus, em Washington, instou por outro lado os bispos a trabalhar para que "não se repitam nunca mais" os "crimes" e os "momentos obscuros" que constituíram os abusos sexuais de menores por membros da Igreja católica dos Estados Unidos.

"Nenhuma instituição norte-americana fez mais pelos imigrantes que as comunidades cristãs", disse. "Como como um pastor do sul", disse o papa argentino, "sinto necessidade de vos encorajar".

"Talvez não seja fácil para vós ler a alma (dos imigrantes). Talvez a sua diversidade seja um desafio para vós. Mas saibam que eles também têm recursos para partilhar (...) Estou certo de que, como ocorreu tantas vezes no passado, estas pessoas vão enriquecer a América e a sua Igreja", disse.

Os imigrantes da América Latina representam cerca de 40% dos católicos no país e têm estado no centro do debate político, sobretudo entre os candidatos à nomeação republicana para as presidenciais de 2016.

O papa exortou por outro lado os bispos norte-americanos à unidade com Roma, afirmando que a Igreja "não se pode deixar partir em pedaços ou tornar-se objeto de querelas", e a aprofundarem "o diálogo" com os fiéis.

Sobre a questão dos abusos sexuais de menores, embora sem a referir especificamente, Francisco sublinhou "o valor" com que os bispos norte-americanos enfrentaram "os momentos obscuros", "sem temerem as autocríticas nem pouparem humilhações e sacrifícios" e com "generoso empenho" a favor das vítimas.

O papa Francisco pediu publicamente perdão pelos abusos sexuais cometidos por membros da Igreja católica e reforçou as sanções para os membros do clero envolvidos nesse tipo de crime.

Nos Estados Unidos, o escândalo dos abusos sexuais de menores por padres católicos rebentou nos anos 1980, desacreditando a hierarquia católica e levando à falência várias dioceses, obrigadas a pagar avultadas indemnizações a vítimas.

Lusa

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