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Guerra de bandeiras na Câmara de Barcelona aquece campanha na Catalunha

A três dias das eleições na Catalunha, os balcões da Câmara Municipal de Barcelona foram esta quinta-feira palco de uma "batalha de bandeiras" entre formações que apoiam e rejeitam a independência da região, num sinal de crescente tensão na comunidade autonómica.

Barcelona viveu hoje um dia feriado por causa das festividades da Mercè e os grupos parlamentares da cidade catalã juntaram-se nos balcões do Ayuntamiento, numa Praça de Sant Jaume cheia de pessoas que assinalavam a ocasião.

Barcelona viveu hoje um dia feriado por causa das festividades da Mercè e os grupos parlamentares da cidade catalã juntaram-se nos balcões do Ayuntamiento, numa Praça de Sant Jaume cheia de pessoas que assinalavam a ocasião.

JESUS DIGES / Lusa

Barcelona viveu hoje um dia feriado por causa das festividades da Mercè e os grupos parlamentares da cidade catalã juntaram-se nos balcões do Ayuntamiento, numa Praça de Sant Jaume cheia de pessoas que assinalavam a ocasião.

De repente, o líder do grupo municipal da Esquerra Republicana Catalana (ERC), Alfred Bosch, pendurou do balcão uma 'estelada' (a bandeira da Catalunha independente, que acrescenta um triângulo azul e uma estrela branca de cinco pontas à bandeira oficial da Catalunha, a Senyera, que é vermelha e amarela às listas).

Ato contínuo, o seu homólogo do PP (que se opõe à separação da Catalunha do resto de Espanha) pendurou uma bandeira espanhola. O incidente durou pouco tempo, mas os muitos cidadãos que se concentravam na praça Sant Jaume soltaram gritos de "Independência" perante a bandeira catalã e apupos perante a bandeira espanhola.

Tudo acabou quando um dos elementos da hierarquia da presidente da Câmara, Ada Colau, pediu a ambos os políticos que retirassem as bandeiras. Ao lado dos políticos dos dois grupos, que ainda tentaram manter as respetivas bandeiras penduradas, estava o presidente da Generalitat (Governo Regional da Catalunha), Artur Mas.

O partido de Artur Mas, a Convergencia Democratica Catalana, integra a plataforma "Junts pel Sí" (Juntos pelo Sim) juntamente com a ERC e outros movimentos cívicos. A Junts pel Sí afirma que as eleições autonómicas de domingo são "um referendo de facto" pela independência da região e salientam que se obtiverem maioria absoluta no parlamento regional vão iniciar um processo de independência no espaço de um ano e meio.

A presidente da câmara (eleita com o apoio do Podemos) considerou que é partidária da liberdade de expressão, mas lamentou o "uso partidário" dos balcões do Ayuntamiento, que no seu entender representam "a pluralidade da instituição". Já os intervenientes diretos procuraram defender a sua posição.

Bosch recordou que a ERC já fez o mesmo noutras câmaras e congratulou-se que a 'estelada' tenha estado pendurada por uns minutos no balcão. Já Alberto Fernández Díaz afirmou que já esperava a atitude da ERC e que, por isso mesmo, já estava preparado.

O resto dos grupos municipais - com a exceção da Candidatura de Unidade Popular (esquerda radical independentista), que não compareceu - lamentou o sucedido. O partido Ciutadans (centro-direita, contra a independência) qualificou o incidente de "espetáculo lamentável" e o Partido Socialista da Catalunha (também contrário à independência) pediu "responsabilidade".

Lusa

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