sicnot

Perfil

Mundo

Papa reza com representantes de outras religiões na Zona Zero de Nova Iorque

O papa Francisco juntou-se hoje, em Nova Iorque, a representantes de outras religiões numa "oração pela paz" proferida na Zona Zero, em homenagem às vítimas dos atentados ali ocorridos a 11 de setembro de 2001.

Alessandra Tarantino

Ao dirigir-se aos presentes, o chefe da Igreja Católica mencionou a mescla "de sentimentos, de emoções" por estar naquele local, "onde milhares de vidas foram arrebatadas num ato insensato de destruição".

"Aqui, a dor é palpável", acrescentou Francisco, dizendo que a água que cai no monumento criado onde estiveram as Torres Gémeas "nos recorda todas essas vidas perdidas sob o poder daqueles que creem que a destruição é a única forma de solucionar os conflitos".

O papa assegurou depois que "nas divergências, nas discrepâncias, é possível viver num mundo de paz. Perante qualquer tentativa uniformizadora, é possível e necessário juntarmo-nos a partir das diferentes línguas, culturas e religiões".

Instou ainda a que se "levante a voz a todos quantos quiserem impedi-lo", afirmando: "Juntos somos convidados a dizer 'Não' a qualquer tentativa uniformizadora e um 'Sim' a uma diferença aceite e reconciliada".

"Precisamos de nos livrar de sentimentos de ódio, vingança, rancor", acrescentou o papa, pedindo "paz neste mundo vasto que Deus nos deu como casa de todos e para todos".

O evento contou também com a participação de representantes do hinduísmo, budismo, jainismo, sikhismo, judaísmo, nativos americanos, muçulmanos e de outros ramos do cristianismo.

A cerimónia começou no Memorial da Zona Zero, com as reflexões do rabino Elliot Cosgrove e de um imã da mesquita de Nova Iorque e do imã Khalid Latif, da Universidade de Nova Iorque.

Lusa

  • Catalunha vs Espanha
    29:35

    Grande Reportagem SIC

    2017 ficará como o ano da Catalunha e de como a região espanhola foi falada em todo o mundo, por causa do grito de independência que não aconteceu. O jornalista Henrique Cymerman esteve na Catalunha e foi um dos poucos repórteres do mundo que conseguiu chegar ao esconderijo do presidente demissionário do Governo catalão, Carles Puigdemont, em Bruxelas.