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Mais de 130 mortos em ataque da coligação árabe a casamento no Iémen

Pelo menos 131 pessoas morreram e dezenas ficaram hoje feridas num bombardeamento da coligação militar liderada pela Arábia Saudita a um casamento na província de Taiz, sudoeste do Iémen, noticiou a agência oficial Saba, controlada pelo movimento rebelde Huthi.

Abdulnasser Alseddik

A mesma fonte acrescentou que o balanço é ainda provisório e que todas as vítimas são civis, a maioria delas mulheres e menores.

O Ministério do Interior iemenita, também sob o controlo dos Huthi, disse em comunicado que entre os mortos há pelo menos 70 mulheres.

A agência noticiosa iemenita precisou que o ataque ocorreu na zona de Wahya, na região de Dabab, situada perto do porto de Al-Makha, na costa do mar Vermelho, a cerca de 250 quilómetros a sudoeste da capital, Sanaa.

As equipas de resgate continuam a trabalhar "no meio de grandes dificuldades, devido à escassez de pessoal médico e de combustível para as ambulâncias".

Segundo a imprensa local, o bombardeamento tinha como alvo duas grandes tendas e uma concentração de veículos que se encontravam próximos do lugar onde se estava a celebrar o casamento.

Por outro lado, a Saba indicou que a coligação árabe efetuou hoje mais de 30 bombardeamentos contra posições dos rebeldes e seus aliados na província petrolífera de Mareb, no norte do Iémen.

Os Huthi e as forças leais ao ex-presidente iemenita Ali Abdallah Saleh estão a tentar controlar as províncias de Mareb e Taiz para ficarem numa posição mais forte em futuras negociações com o Governo do atual chefe de Estado, Abdrabuh Mansur Hadi.

No domingo, pelo menos 28 civis morreram e 17 ficaram feridos num bombardeamento da coligação a uma localidade situada perto da fronteira iemenita com a Arábia Saudita.

A coligação liderada por Riade está a atuar no Iémen contra os Huthi desde março deste ano, quando estes conseguiram expulsar Hadi da cidade de Aden, à qual o Presidente regressou na semana passada, após os avanços registados no terreno pelas suas tropas, apoiadas pela aviação árabe.

Os bombardeamentos dos aliados árabes sunitas atingiram em muitas ocasiões alvos civis e fizeram vítimas entre a população em zonas sob o controlo dos rebeldes, especialmente na capital.

Lusa

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