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Obama critica países que apoiam Assad, mas diz-se disposto a trabalhar com eles

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou hoje os países que apoiam o presidente sírio, Bashar al-Assad, "um tirano" que "massacra crianças inocentes".

© Carlo Allegri / Reuters

Falando na Assembleia-Geral da ONU, Obama disse-se no entanto preparado para trabalhar com a Rússia e o Irão para resolver o conflito.

O presidente norte-americano lamentou o argumento de alguns países, designadamente a Rússia e o Irão, que apoiam "tiranos como Bashar al-Assad" sob pretexto de que a alternativa "seria pior".

"Dizem-nos que essa retração é necessária para rechaçar a desordem, de que é a única maneira de erradicar o terrorismo ou impedir ingerências externas", disse.

"De acordo com esta lógica, devemos apoiar tiranos como Bashar al-Assad, que lança bombas-barril para massacrar crianças inocentes, porque a alternativa é certamente pior", acrescentou.

Obama assegurou no entanto abertura para negociar com qualquer país com vista a uma solução do conflito sírio: "Os Estados Unidos estão preparados para trabalhar com qualquer nação, incluindo a Rússia e o Irão, para resolver o conflito", disse.

O presidente norte-americano afirmou, noutro passo, que as sanções impostas à Rússia em consequência do conflito na Ucrânia não são "um desejo de voltar à Guerra Fria", mas antes de proteger a soberania de Kiev.

"Não podemos ficar impassíveis quando a soberania e a integridade territorial de um país é flagrantemente violada. Se isso acontecesse na Ucrânia sem consequências, podia acontecer a qualquer país aqui presente", afirmou.

"É essa a base das sanções que os Estados Unidos e outros parceiros impuseram à Rússia. Não é um desejo de voltar à Guerra Fria", acrescentou.

Obama falou também de Cuba, país com o qual os Estados Unidos iniciaram recentemente uma normalização das relações diplomáticas, para apelar para o fim do embargo imposto à ilha em 1960.

O presidente disse-se confiante de que o Congresso dos Estados Unidos vai "inevitavelmente levantar um embargo que já não devia existir", suscitando os aplausos da assembleia de 193 países.

Obama admitiu que a política norte-americana em relação a Cuba "não conseguiu melhorar as vidas dos cubanos", mas acrescentou que a questão dos direitos humanos continua a ser uma preocupação na relação com Havana.

Lusa

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