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Putin propõe na ONU criação de "ampla coligação" contra "jihadistas"

O Presidente russo, Vladimir Putin, propôs hoje na Assembleia-Geral da ONU a criação de uma "ampla coligação antiterrorista" para combater os 'jihadistas' na Síria e no Iraque.

Mary Altaffer

Essa coligação seria "semelhante à aliança contra Hitler" durante a Segunda Guerra Mundial, e os países árabes "nela desempenhariam um papel fundamental", acrescentou, na tribuna da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

"Temos de abordar os problemas que enfrentamos todos e criar uma ampla coligação contra o terrorismo", disse Putin, na sua primeira intervenção na ONU em dez anos.

O chefe de Estado russo subiu à tribuna depois de o Presidente norte-americano, Barack Obama, se ter proposto colaborar com a Rússia e o Irão para acabar com a carnificina na Síria mas ter rejeitado apoiar o regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad.

O líder russo atacou a recusa do Ocidente em cooperar com o exército e o Governo de Assad para combater o grupo extremista Estado Islâmico, que controla grandes parcelas de território na Síria e no Iraque.

"É um erro enorme não cooperar com aqueles que combatem frontalmente o terrorismo, e nós devíamos reconhecer que mais ninguém, além das Forças Armadas do Presidente Assad, está realmente a combater o Estado Islâmico e outras organizações terroristas na Síria", defendeu.

Washington tem insistido que Assad deve abandonar o poder como condição prévia para qualquer acordo de resolução do conflito, ao passo que as potências europeias adotaram uma posição mais moderada, indicando que ele poderá continuar no cargo, mas como interino.

Putin deverá manter hoje ainda a sua primeira reunião com Obama em mais de dois anos, à margem da Assembleia-geral da ONU.

Lusa

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