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Coligação árabe nega ter bombardeado sala de casamento no Iémen

A coligação árabe liderada pela Arábia Saudita que intervém no Iémen negou hoje qualquer responsabilidade no bombardeamento, na segunda-feira, da sala onde decorria um casamento e que provocou 131 mortos em Mokha (sul).

Bombardeamento da coligação árabe sobre a capital do Iémen, Sanaa,

Bombardeamento da coligação árabe sobre a capital do Iémen, Sanaa,

© Khaled Abdullah Ali Al Mahdi

A coligação, que se colocou ao lado do antigo governo iemenita contra a rebelião xiita 'huthi' e aliados, "não efetuou 'raides' aéreos nesta região nos três últimos dias", declarou à AFP o seu porta-voz, general Ahmed Al-Assiri.

As informações que atribuem o bombardeamento à coligação são "totalmente infundadas", acrescentou, assegurando ainda que a coligação "admite sempre os seus erros se cometer algum".

Numa referência ao "caos" no Iémen, o general Assiri sublinhou "não ser verdade que cada explosão que ocorre no Iémen tenha origem na coligação".

Um responsável provincial do setor da saúde no oeste do Iémen declarou hoje à agência noticiosa AFP que "o bombardeamento da sala onde decorria o casamento fez um total de 131 mortos", sem se referir a um ataque aéreo.

No entanto, os habitantes de Mokha e a agência Saba, controlada pelos rebeldes xiitas 'huthis' atribuíram a responsabilidade do bombardeamento à coligação.

"É uma situação provocada pelos 'huthis'", comentou fonte da coligação, ao exigir um inquérito "independente" sobre o bombardeamento.

"Podemos provar por satélite que não sobrevoámos a zona", acrescentou sob anonimato.

A coligação tem sido acusada de ter cometido "erros graves" no decurso dos seus 'raides' aéreos no Iémen iniciados em 26 de março, designadamente sobre uma fábrica de engarrafamento de água em agosto na província de Hajja (17 civis mortos), às habitações de empregados de uma central elétrica em julho em Mokha (65 civis mortos) e sobre uma fábrica leiteira em abril em Hodeida (oeste, 35 mortos).

Segundo a ONU, cerca de 5.000 pessoas foram mortas e 25.000 feridas, incluindo numerosos civis, desde o início do conflito.

Lusa

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