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EUA apoiam ataques russos que tenham como alvo 'jihadistas' mas advertem que Assad terá de sair

Os Estados Unidos irão apoiar os ataques aéreos russos na Síria que tenham como alvo o grupo extremista Estado Islâmico, mas advertem que o Presidente sírio terá de deixar o poder, disse hoje o chefe da diplomacia norte-americana.

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O secretário de Estado norte-americano falava no Conselho de Segurança das Nações Unidas, algumas horas depois de a Rússia ter realizado os primeiros ataques aéreos na Síria, aparentemente numa manobra de apoio à luta do regime de Bashar al-Assad contra o terrorismo e a violência extremista.

"Se as recentes ações da Rússia e aquelas em curso refletirem um compromisso genuíno para derrotar essa organização [Estado Islâmico (EI)], então estamos preparados para acolher esses esforços", declarou John Kerry.

As forças norte-americanas, segundo acrescentou Kerry, estão preparadas para estar em contacto com as forças russas, de forma a evitar situações acidentais no campo de batalha e "aumentar assim a pressão militar sob o EI".

"Mas, não devemos e não será confundida a nossa luta contra o EI com o apoio a Assad", frisou o chefe da diplomacia norte-americana, acrescentando ainda que Washington irá encarar com uma grave preocupação caso os ataques russos tenham como alvos zonas onde os 'jihadistas' e a rede terrorista Al-Qaida não estejam operacionais.

"Ataques desse tipo iria colocar em causa as verdadeiras intenções da Rússia na luta contra o EI ou na proteção do regime de Assad", advertiu.

Informações preliminares sobre os primeiros bombardeamentos aéreos russos na Síria sugerem que as forças de Moscovo atingiram áreas onde grupos da oposição síria, encarados pelos Estados Unidos e pelos aliados internacionais como moderados, têm lutado contra as forças de Bashar al-Assad.

O presidente da Coligação Nacional Síria (CNFROS), o principal grupo da oposição síria, assegurou hoje que os ataques russos no norte da província síria de Homs mataram 36 civis.

Na rede social Twitter, Jaled Joya, que está a assistir à Assembleia-geral da ONU em Nova Iorque, afirmou que as áreas atacadas pelos aviões russos "estavam livres do EI e da Al-Qaida".

A televisão oficial síria informou que as forças aéreas russas, em colaboração com as forças do regime de Damasco, bombardearam hoje vários alvos 'jihadistas' nas províncias de Hama e Homs, no centro da Síria.

Lusa

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