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Mahmud Abbas pede na ONU reconhecimento total do Estado da Palestina

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, disse hoje perante a Assembleia geral da ONU que a Palestina merece um "total reconhecimento" enquanto Estado.

A Grécia vai reconhecer o Estado palestiniano numa votação que decorrerá na terça-feira no Parlamento na presença do presidente da Palestina, Mahmud Abbas (AP/Arquivo)

A Grécia vai reconhecer o Estado palestiniano numa votação que decorrerá na terça-feira no Parlamento na presença do presidente da Palestina, Mahmud Abbas (AP/Arquivo)

Sergei Ilnitsky

"A Palestina, que é um Estado observador não-membro das Nações Unidas, merece ser reconhecido integralmente como um Estado", declarou Abbas, ao evocar "os enormes sacrifícios" consentidos pelos palestinianos e a sua "paciência ao longo de todos estes anos de sofrimento e exílio".

O presidente palestiniano apelou igualmente ao "reconhecimento do Estado da Palestina a todos os países que ainda não o fizeram" e quando ocorreram no decurso de 2015, em diversos países europeus, debates e votos parlamentares favoráveis ao reconhecimento.

De seguida, Mahmud Abbas assistiu, pela primeira vez na história da ONU, ao hastear da bandeira palestiniana na fachada da instituição internacional.

"Neste momento histórico, digo ao meu povo em todo o lado: levantem bem alto a bandeira dos palestinianos porque é o símbolo da nossa identidade", disse Abbas no decurso da cerimónia ao ar livre.

No discurso prévio, o líder palestiniano também ameaçou deixar de respeitar os acordos com Israel caso o Estado judaico continue a rejeitá-los, em particular ao prosseguir a política de construção de novos colonatos na Cisjordânia ocupada.

"Declaramos que não podemos continuar a estar comprometidos por esses acordos que são continuamente violados pelo Estado judaico, que deve assumir plenamente todas as suas responsabilidades enquanto potência ocupante, porque o 'statu quo' não pode continuar", referiu perante a Assembleia geral.

Esta ameaça, que tem sido agitada por responsáveis palestinianos, implicaria a dissolução de facto da Autoridade Palestiniana caso fosse posta em prática.

Segundo as Convenções de Genebra, Israel deveria então assumir totalmente as responsabilidades administrativas da população dos territórios ocupados.

Lusa

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