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Mais de 70 mil pessoas precisam de apoio alimentar devido à seca no sul de Moçambique

Mais de 70 mil pessoas precisam de apoio alimentar na província de Gaza devido à seca que afeta a região sul de Moçambique, informou hoje a governadora local, Stela Pinto.

© STR New / Reuters

Falando durante a abertura do primeiro conselho coordenador do Ministério da Administração Estatal e Função Pública, que decorre desde hoje em Gaza, Stela Pinto, citada pela Agência de Informação de Moçambique, disse que cerca de de 71 mil pessoas precisam de apoio alimentar na província e cerca de dois mil alunos do ensino primário dos distritos de Chicualacuala, Massangena, Guijá e Chigubo abandonaram os estudos devido à fome causada pela seca que afeta o sul do país desde fevereiro.

"É duro ver uma criança a não ir a escola devido à fome", lamentou a governadora da província, acrescentando que Chigubo é o distrito mais afetado, onde 600 alunos abandonarem as aulas devido à seca.

Stela Pinto sublinhou ainda que estão em curso ações para "tirar as crianças do sufoco", apoiadas, a nível local, pelos distritos da província que não foram afetados pela estiagem.

"Temos feito campanhas e feiras e estamos a mobilizar apoio", acrescentou a governadora.

Dados avançados à Lusa pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades indicavam que seca que assola o sul de Moçambique afetava em agosto 138 mil pessoas nas províncias de Inhambane e Gaza e só nesta última o Governo local precisava de 25 milhões de meticais (591 mil euros) para mitigar o impacto desta calamidade.

Após um período de cheias no centro e norte do país, no início do ano, Moçambique volta a ser afetado por calamidades, através desta seca que está a atingir as províncias do sul, colocando em causa a atividade agrícola, base de subsistência das populações nas zonas mais recônditas, onde vive a maior parte dos moçambicanos.

Lusa

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