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Serviços de inteligência afegãos asseguram ter matado líder talibã em Kunduz

Os serviços de inteligência afegãos asseguraram hoje que o responsável talibã em Kunduz e outros 17 insurgentes morreram num bombardeamento aéreo à cidade, ocupada desde segunda-feira.

Reuters

O "governador talibã na sombra", Mawlawi Salam, juntamente com o seu número dois, Zabih, e outros 16 insurgentes, morreram na noite de terça-feira num bombardeamento aéreo, informou a agência de inteligência afegã, o Diretório Nacional de Segurança (NDS, na sigla inglesa).

"Mawlawi Salam era comandante dos talibãs destacados em Kunduz. A sua morte significa um duro golpe para a moral e para os planos dos talibãs", afirmou o NDS, em comunicado.

Entre os mortos está também um cidadão do Paquistão, alegadamente pertencente ao Lashkar-e-Toiba, um grupo insurgente paquistanês particularmente ativo na Índia, onde já cometeu vários atentados, indicou a agência afegã.

Segundo o NDS, o "governador na sombra" e os outros insurgentes mortos planeavam atacar o aeroporto de Kunduz, a partir do qual se organiza a operação das forças afegãs para recuperar a cidade.

Os talibãs tomaram Kunduz na segunda-feira, na sua maior conquista militar desde que foram retirados do poder em 2001.

As forças afegãs lançaram na terça-feira uma ofensiva para recuperar Kunduz, com apoio aéreo dos Estados Unidos. A operação já lhes permitiu recuperar algumas partes da cidade.

De acordo com os dados mais recentes disponibilizados pelas autoridades, o número de mortos (quase todos talibãs, segundo informações oficiais) supera uma centena, registando-se quase 200 feridos.

Segundo o Governo afegão, os talibãs foram expulsos de edifícios como a sede da polícia e a prisão provincial, mas a operação militar continua com apoio aéreo dos Estados Unidos, que mantêm 9.800 militares no país em missão de combate

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