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Síria vai participar em conversações de paz na ONU

A Síria vai participar nas conversações preparatórias propostas pela ONU para o lançamento de negociações formais de paz, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, Walid Muallem.

© Carlo Allegri / Reuters

Muallem, que falava na Assembleia-Geral da ONU, em Nova Iorque, disse prever que as conversações, propostas pelo enviado das Nações Unidas Staffan de Mistura, são "consultas preliminares não-vinculativas".

"O papel dessas comissões é essencialmente trocar ideias e conduzirá a consultas preliminares não-vinculativas cujos resultados servirão para preparar o lançamento de Genebra 3", disse, referindo-se a uma terceira conferência de paz sobre a Síria.

As duas anteriores reuniões de Genebra saldaram-se num fracasso em 2014. No centro das divergências esteve a questão do papel do presidente sírio, Bashar al-Assad, numa transição política.

Walid Muallem frisou na sua intervenção que "a luta contra o terrorismo é uma prioridade para poder progredir noutros domínios", nomeadamente numa transição política.

"A Síria não pode aplicar medidas políticas relativas a eleições ou a uma Constituição enquanto o terrorismo continuar a atacar e a ameaçar a vida de civis inocentes", disse.

"A única maneira de chegar a uma solução política passa por um diálogo nacional entre sírios, sem ingerência estrangeira", reafirmou.

Staffan de Mistura propôs a realização de conversações entre os "principais atores" do conflito sírio em "quatro comissões de peritos", ou grupos de trabalho, cuja missão é encontrar uma base para relançar um processo de paz que permita pôr fim a quatro anos de conflito armado.

As conversações deverão incluir representantes dos Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita, Irão, Turquia e Egito.

O ministro sírio frisou, contudo, que não deve esperar-se muita flexibilidade de Damasco nessas conversações.

"Ninguém deve pensar que, depois dos sacrifícios feitos e da tenacidade demonstrada ao longo de mais de quatro anos, pode obter (do regime) através de meios políticos o que não conseguiu no campo de batalha", disse.

Lusa

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