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Médicos Sem Fronteiras encerram hospital em Kunduz, Afeganistão

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou este domingo que encerrou a sua atividade na cidade afegã de Kunduz, depois do alegado bombardeamento da aviação norte-americana a um seu hospital, e exigiu uma investigação independente.

O hospital dos MSF era a única instalação médica em toda a região nordeste do Afeganistão, com capacidade para lidar com grandes ferimentos de guerra e o seu encerramento, ainda que temporariamente, poderá ter um impacto devastador sobre os civis. (Arquivo)

O hospital dos MSF era a única instalação médica em toda a região nordeste do Afeganistão, com capacidade para lidar com grandes ferimentos de guerra e o seu encerramento, ainda que temporariamente, poderá ter um impacto devastador sobre os civis. (Arquivo)

© Ahmad Masood / Reuters

Segundo a MSF 22 pessoas foram mortas, algumas das quais morreram queimadas nas camas, devido ao bombardeamento, que durou mais de uma hora, mesmo depois de Estados Unidos e as autoridades afegãs terem sido informados que o hospital havia sido atingido, noticia a AFP.

O hospital dos MSF era a única instalação médica em toda a região nordeste do Afeganistão, com capacidade para lidar com grandes ferimentos de guerra e o seu encerramento, ainda que temporariamente, poderá ter um impacto devastador sobre os civis.

"O hospital dos MSF deixou de funcionar. Todos os pacientes críticos foram encaminhados para outros centros de saúde. Ninguém dos MSF está a trabalhar no hospital", disse à AFP, Kate Stegeman, porta-voz da organização internacional.

Stegeman disse que não estava em condições de confirmar se o centro de traumatologia seria reaberto.

Os MSF condenam os "odiosos" atentados, que foram uma resposta da força da NATO, lideradas pelos Estados Unidos no Afeganistão.

"Presumindo que foi cometido um crime de guerra, os MSF pedem que uma investigação completa e transparente sobre o sucedido, a ser efetuada por um organismo internacional independente", disse o diretor-geral dos MSF Christopher Stokes.

Lusa

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