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BP vai pagar indemnização recorde por maré negra no Golfo do México em 2010

O grupo petrolífero britânico BP deverá pagar 20,8 mil milhões de dólares, um valor recorde, para pôr fim às ações dos Estados Unidos decorrentes da maré negra de 2010 no Golfo do México.

A poluição sem precedentes foi provocada pela explosão, a 20 de abril de 2010, de plataforma petrolífera Deepwater Horizon, explorada pela BP, no Golfo do México, ao largo dos EUA, tendo causado 11 mortos e afetado gravemente a indústria turística e a pesca locais. (Arquivo)

A poluição sem precedentes foi provocada pela explosão, a 20 de abril de 2010, de plataforma petrolífera Deepwater Horizon, explorada pela BP, no Golfo do México, ao largo dos EUA, tendo causado 11 mortos e afetado gravemente a indústria turística e a pesca locais. (Arquivo)

© Ho New / Reuters

Esta penalização - a maior sanção pecuniária aplicada pelos EUA a uma única empresa - constitui "uma resposta forte e adequada ao pior desastre ambiental da história americana", sublinhou hoje a secretária americana da Justiça, Loretta Lynch, em conferência de imprensa.

Segundo a governante, "a BP tem o castigo que merece, compensando os danos causados ao ambiente e à economia da região".

A 2 de julho, fora anunciado a conclusão de um acordo de princípio em que o valor ascendia a 18,7 mil milhões de dólares, mas o total, que terá de ser validado por um juiz federal, é mais elevado devido a uma afinação dos custos.

A poluição sem precedentes foi provocada pela explosão, a 20 de abril de 2010, de plataforma petrolífera Deepwater Horizon, explorada pela BP, no Golfo do México, ao largo dos EUA, tendo causado 11 mortos e afetado gravemente a indústria turística e a pesca locais.

Foram necessários 87 dias para selar o poço petrolífero, situado a 1.500 metros de profundidade, tendo o equivalente a três milhões de barris de petróleo sido vertidos para as águas, contaminando mais de 2000 quilómetros de costa.

O acordo entre os EUA e a BP deve colocar um ponto final às acusações por parte do Estado federal, de cinco estados afetados (Alabama, Flórida, Louisiana, Mississippi e Texas) e das autoridades locais.

Lusa