sicnot

Perfil

Mundo

Etarra "Santi Potros" condenado a 94 anos de prisão por atentado bombista em 1987

Um tribunal especial espanhol condenou hoje o "histórico" dirigente da ETA Santiago Arróspide Sarasola, conhecido por "Santi Potros", a 94 anos de prisão por um atentado bombista cometido em 1987 em Barcelona que resultou na morte de um homem.

Alvaro Barrientos / AP

A Audiência Nacional (uma instância judicial espanhola de âmbito nacional encarregada de julgar crimes graves e complexos, como o terrorismo, casos de corrupção e o crime financeiro e económico) considerou que Santi Potros é culpado de dois crimes de assassínio, um deles consumado e outro frustrado, e um crime de atentado, bem como outros cinco de ofensas corporais.

O atentado ocorreu em 1987, quando Santi Potros era o chefe do braço militar do grupo terrorista basco ETA, e consistiu num carro-bomba colocado em Barcelona, que ao explodir matou um homem - Juan Fructuoso Gómez - que estava numa cabina telefónica e feriu outras sete pessoas, entre elas dois militares da Guardia Civil espanhola.

A Audiência Nacional esclareceu que, apesar dos 94 anos de pena de prisão, o tempo máximo prisão efetiva será de 30 anos. Por outro lado, o tribunal condenou Santi Potros e os outros três etarras já condenados por este crime - Josefa Mercedes Ernaga Esnoz, Domingo Troitiño Arranz e Rafael Caride Simón - ao pagamento de meio milhão de euros aos herdeiros da vítima mortal.

Também terão de pagar 112.720 euros aos sete feridos, 5.830 euros ao Ministério do Interior espanhol pelos danos causados a um carro da Guardia Civil e 2.150 euros à empresa Telefónica pelos estragos na cabina telefónica, bem como quantias mais pequenas pelos estragos em veículos de 17 particulares e 140 proprietários de casas danificadas na explosão.

O tribunal considerou provado que Santiago Arróspide Sarasola exerceu as funções de líder do braço militar da ETA de forma conjunta com Juan Lorenzo Lasa Michelena até 1985 (ano em que este último foi detido) e depois disso sozinho, até à sua detenção, em 1987.

Santi Potros foi detido na localidade francesa de Anglet. Enquanto dirigia as "ações militares" da ETA, Santi Potros era o responsável direto dos "comandos" do grupo terrorista, organizados em várias cidades espanholas e que foi ele que formou o "Comando Barcelona" que viria a cometer o crime.

O atentado de 1987, no qual a ETA carregou um veículo com 15 a 20 quilos de explosivos e 30 quilos de parafusos, pregos e porcas (para servir como estilhaços), visava atingir um carro da Guardia Civil.

A Audiência Nacional considerou na sua sentença que Santi Potros, pelo lugar que ocupava na hierarquia da ETA, teve o poder de decisão sobre o atentado.

Santi Potros cumpre 68 anos em fevereiro de 2016.

Em julho de 2003, Santi Potros tinha sido condenado pela justiça espanhola a 790 anos de prisão pelo atentado à bomba contra um supermercado em Barcelona em junho de 1987, no qual morreram 21 pessoas e outras 45 ficaram feridas.

Depois de vários recursos e decisões judiciais em Espanha e nos tribunais europeus foi libertado em dezembro de 2014.

Em janeiro deste ano foi novamente detido pelo atentado à bomba contra o carro da Guardia Civil, crime pelo qual foi agora condenado.

Lusa

  • Mais de 50 detidos pela GNR em 12 horas

    País

    A GNR fez 51 detenções entre as 20:00 de sábado e as 08:00 de hoje, 39 das quais por condução sob efeito do álcool ou sem carta, e três por violência doméstica, segundo um comunicado hoje divulgado.

  • "Um Lugar ao Sol"
    17:05
    Perdidos e Achados

    Perdidos e Achados

    SÁBADO NO JORNAL DA NOITE

    O Perdidos e Achados foi conhecer como eram as férias de outros tempos. Quando o Estado Novo controlava o lazer dos trabalhadores e criava a ilusão de um país exemplar. Na Costa de Caparica, onde é hoje o complexo do INATEL estava instalada a maior colónia de férias do país, chamava-se "Um Lugar ao Sol".

  • Monumentos de 7 mil cidades às escuras por 1 hora
    2:51
  • Trump diz que Obamacare vai "colapsar"

    Mundo

    O Presidente norte-americano tentou desvalorizar a derrota política sofrida na sexta-feira no Congresso, ao desistir da revogação da lei de saúde pública do seu antecessor, conhecida como Obamacare, afirmando que esta vai colapsar por si mesma.