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Ondas de calor em França causam 3 mil mortes acima da média

As ondas de calor em França no ano passado provocaram mais três mil mortes suplementares, segundo um primeiro balanço publicado esta sexta-feira pelas autoridades sanitárias.

"No total, foi estimado um excesso de 3300 mortes (6,5%) no período de três episódios entre 29 de junho e 9 de agosto", indicou o Instituto francês de Vigilância Sanitária (InVS). (Arquivo)

"No total, foi estimado um excesso de 3300 mortes (6,5%) no período de três episódios entre 29 de junho e 9 de agosto", indicou o Instituto francês de Vigilância Sanitária (InVS). (Arquivo)

© Eric Gaillard / Reuters

"No total, foi estimado um excesso de 3300 mortes (6,5%) no período de três episódios entre 29 de junho e 9 de agosto", indicou o Instituto francês de Vigilância Sanitária (InVS).

A grande canícula de 2003, ocorrida de 4 a 18 de agosto, traduziu-se por um balanço muito mais pesado, com 15 mil mortos suplementares, ou seja, mais 55% do que a média de falecimentos registada normalmente neste período do ano, sem este fenómeno.

Segundo o InVS, uma subida da mortalidade para as patologias associadas ao calor foi registada este verão "em todas as regiões" que tiveram fortes temperaturas.

As mortes suplementares não podem porém "ser todas imputadas ao calor", preveniu este instituto.

Os seus cálculos são baseados em dados administrativos, nos quais as causas das mortes não são determinadas. "Não é possível hoje" avaliar precisamente a parte imputável ao elevado calor nas mortes suplementares, escreveu o InVS.

A França conheceu três episódios de canícula durante o verão. O primeiro, precoce, intenso e prolongado, durou de 29 de junho a 05 de julho. O segundo, concentrou-se no quarto sudeste do país. Um último, curto, entre 05 e 09 de agosto, ocorreu numa zona reduzida do país.

Lusa

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