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Tabaco ameaça matar um terço da população chinesa

Num país onde o maço de cigarros custa 0,40€, um terço da população anda de cigarro na boca. São sobretudo homens com menos de 20 anos que vão morrer prematuramente se não deixarem de fumar. A conclusão é da revista de medicina The Lancet que publicou um estudo elaborado por cientistas da Universidade de Oxford, da Grã-Bretanha, da Academia Chinesa de Ciência e do Centro Chinês de Controlo de Doenças.

© Aly Song / Reuters

O país mais populoso do planeta tem atualmente 300 milhões de fumadores, que consomem aproximadamente um terço dos cigarros produzidos no mundo.

Se nada for feito, o número de mortos devido ao consumo de tabaco passará de um milhão em 2010, para dois milhões em 2030 e três milhões em 2050.

São as conclusões do estudo publicado pela revista Te Lancet, que integrou investigadores da Universidade de Oxford, da Academia Chinesa de Medicina e do Centro Chinês de Controle de Doenças.

"Sem uma intervenção imediata, contínua e generalizada contra o tabaco, a China será confrontada com uma enorme quantidade de mortes prematuras", explicou um dos autores do estudo, o professor Liming Li.

Atualmente mais de 6 milhões de pessoas morram por ano devido ao tabaco, com cancro ou doenças cardiovasculares. 20% dos óbitos de homens com idades entre 40 e 79 anos estão relacionadas com o tabagismo, revela o estudo.

Cerca de dois terços dos jovens chineses começam a fumar no início da idade adulta, garantem os cientistas. "A menos que parem de fazê-lo, metade dos jovens acabará por morrer" por causa do tabaco.

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    Rita Pedras