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Novo balanço contabiliza 95 mortos e 246 feridos nos atentados na Turquia

O duplo atentado suicida que se registou hoje em Ancara, na Turquia, provocou pelo menos 95 mortos, de acordo com um balanço divulgado ao início da noite pelo gabinete do primeiro-ministro Ahmet Davutoglu.

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O balanço anterior indicava 86 pessoas mortas no atentado perpetrado contra militantes de partidos, sindicatos e organizações não-governamentais de esquerda, próximos da causa curda.

Também o número de feridos aumentou desde o balanço anterior, feito à tarde, passando de 186 para 246, dos quais 48 estão nos cuidados intensivos do hospital de Ancara, adiantou o Governo turco, acrescentando que este foi o atentado mais mortífero jamais registado em solo turco.

O duplo atentado aconteceu cerca de três semanas antes das eleições legislativas antecipadas turcas (agendadas para 01 de novembro), tendo o Governo decidido decretar três dias de luto nacional.

O acontecimento está a provocar vários movimentos de protesto quer na Turquia quer em países europeus.

Em Istambul, pelo menos 10 mil pessoas foram para as ruas para contestar e atribuir responsabilidades pelo atentado ao Governo turco, exibindo uma grande faixa com a frase "Conhecemos os assassinos" e apupando o Presidente islâmico-conservador turco, Recep Tayyip Erdogan, e o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), no poder desde 2002, segundo o testemunho de um repórter fotográfico da agência noticiosa francesa AFP.

Em Paris, e também de acordo com a AFP, a polícia estima que estejam nas ruas, perto da Praça da República, cerca de um milhar de pessoas, a maioria das quais curdas, manifestação que foi convocada pelo Conselho Democrático Curdo em França.

Também em Estrasburgo, no nordeste de França, estão mais de 400 pessoas a manifestarem-se na rua, segundo a polícia local, e várias centenas estão a juntar-se em Marselha, com cartazes onde se lê "Erdogan Assassino".

Os organizadores destas demonstrações já convocaram mais protestos para domingo à tarde em Paris, para pedir "o fim da guerra suja e do estado de terror na Turquia e No Curdistão".

Também em Zurique, cerca de mil pessoas juntaram-se no centro da maior cidade da Suíça, naquilo que a polícia classificou como uma manifestação pacífica.

Lusa

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