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Start-up japonesa cria prótese mecânica para o braço 90% mais barata

Uma start-up japonesa desenhou um braço protético eletrónico com funcionalidades completas para agarrar objetos com um preço que é um décimo do valor atual do mercado, o que poderá permitir generalizar o uso de próteses robóticas.

exiii

A companhia exiii, fundada em 2014 por três antigos engenheiros dos gigantes tecnológicos Sony e Panasonic, concebeu o protótipo do braço eletrónico cujo preço fica muito distante dos 1,5 milhões de ienes (11.015 euros) que custa atualmente a aquisição de um modelo mecânico, informa hoje o jornal Nikkei.

Para o conseguir, a 'start-up' construiu uma prótese simples que permite agarrar objetos com facilidade sem empregar complexos e dispendiosos sistemas como a conexão cerebral ou o movimento independente de cada dedo mecânico.

Sensores atados em torno do braço do usuário detetam os sinais musculares.

Em função do grau de expansão e contração muscular, o ângulo dos dedos, que estão ligados a um motor incorporado na prótese, muda automaticamente.

Além de uma maior simplicidade técnica, que permite construir modelos mais económicos, a exiii recorreu a impressoras 3D para produzir cerca de 60 partes da prótese e utiliza componentes de uso comum como motores e microcomputadores.

Em suma, o custo dos materiais ronda os 30 mil ienes, o que permite uma significativa redução do preço, indicou a empresa ao jornal económico.

Ao contrário das próteses convencionais, os protótipos mecânicos dotam o utilizador de uma maior funcionalidade, apesar de o preço ser muito mais elevado.

Os três engenheiros (Genta Kondo, Hiroshi Yamaura e Tetsuya Konishi) desenvolveram o seu primeiro protótipo em 2013 ("handiii"), que obteve o prémio James Dyson, atribuído pela fundação norte-americana homónima às propostas mais inovadoras aplicadas ao uso quotidiano.

Em 2014, o trio criou uma versão melhorada sob a denominação de "handiii Coyote".

Em abril deste ano, a companhia apresentou o mais recente braço eletrónico -- o "HACKberry" --, prémio Good Design 2015, certame celebrado em Chicago.

A 'start-up' japonesa planeia desenvolver a sua tecnologia a um nível comercialmente viável para o próximo ano, com o objetivo de aumentar o uso doméstico em 2018, indicou o Nikkei.

Lusa

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