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Cardeal diz que cultura liberal ocidental e fanatismo islâmico são "Bestas do Apocalipse"

Um destacado cardeal africano descreveu as ameaças do extremismo islâmico e da cultura liberal ocidental como as gémeas "Bestas do Apocalipse" comparáveis ao nazismo e ao comunismo, divulgaram media italianos.

Numa intervenção no sínodo dos bispos sobre o futuro da doutrina católica acerca da família, o cardeal da Guiné-Conacri Robert Sarah considerou que os militantes islamitas e o pensamento ocidental sobre o aborto e a homossexualidade partilham "a mesma origem demoníaca".

"O discernimento teológico permite ver atualmente duas inesperadas ameaças -- quase como as Bestas do Apocalipse -- de duas posições opostas: de um lado a idolatria da liberdade ocidental, do outro o fanatismo religioso", disse o cardeal, um dos líderes da ala conservadora da Igreja.

"O que o nazismo-fascismo e o comunismo foram para o século XX, são hoje a ideologia ocidental sobre a homossexualidade e o aborto e o fanatismo islâmico", referiu a semana passada na reunião dos bispos à porta fechada, segundo divulgaram na terça-feira vários meios de comunicação social italianos.

Sarah considerou que a forma secular de pensar do mundo ocidental ameaça destruir a família através de "divórcios rápidos, aborto, casamentos homossexuais: olhem para a teoria do género, Femen (grupo feminista conhecido pelos protestos em 'topless'), o 'lobby' LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero)".

"Por outro lado, existe a pseudo-família de um Islão ideológico que legitima a poligamia, a escravatura sexual e o casamento infantil: olhem para a Al-Qaida, Estado Islâmico, Boko Haram", adiantou.

Para o cardeal, os dois movimentos têm "a mesma origem demoníaca: ambos defendem uma lei universal e totalitária, ambos são violentamente intolerantes, destruidores de famílias e da Igreja e abertamente anti-cristãos".

Sarah, que tem um cargo no Vaticano equivalente ao de ministro, foi um dos cardeais que escreveram uma carta ao papa Francisco na semana passada queixando-se que os procedimentos do sínodo tinham sido manobrados a favor dos liberais que apoiam a reforma da abordagem da Igreja sobre a homossexualidade e o divórcio.

Lusa

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