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Cinco formas pelas quais a pornografia afeta o cérebro

A pornografia pode afetar o cérebro num vasto leque de formas. Um dia depois do anúncio de que a Playboy vai deixar de publicar fotografias de mulheres nuas, a LiveScience faz uma compilação de conclusões científicas sobre o consumo da pornografia e os efeitos no nosso cérebro.

© Yorgos Karahalis / Reuters

Mais e maior necessidade

Além de comer, beber e dormir, o sexo é um dos mais básicos instintos humanos. Ativa, por isso, zonas do cérebro como o sistema límbico, que também controla emoções como o medo e a raiva. Quando as pessoas vêm imagens sexuais, a dopamina inunda estas áreas do cérebro, causando sensações de prazer. Ao longo do tempo, vai-se criando uma relação entre estas imagens e o prazer. No entanto, alerta Joseph J. Plaud, psicólogo forense de Boston, nos EUA, se estas respostas de prazer forem acionadas vezes sem fim, serão necessários "gatilhos" cada vez maiores para se conseguir obter uma resposta.

Cérebro encolhido

A pornografia pode encolher o cérebro, sugere um estudo de 2014 publicado na JAMA Psychiatry. COncluiu-se que os homens que consumiam regularmente pornografia tinham menos volume cerebral e menos ligações no striatum, uma zona do cérebro ligada ao processamento das recompensas, que quem não via conteúdos pornográficos.

Indiferença visual

Ver pornografia pode também adormecer a área cerebral que processa as imagens visuais, segundo uma investigação publicada em 2012 no Journal of Sexual Medicine. Não é claro por que razão tal acontece, mas os investigadores acreditam que o cérebro desvie a circulação sanguínea do cortex visual, para se concentrar em algo mais premente, como a excitação.

"Mind-set" de curto prazo

Os conteúdos pornográficos podem igualmente fazer com que as pessoas valorizem mais as recompensas imediatas, em detrimento da satisfação de médio-longo prazo. De acordo com o Journal of Sexual Research, quem se absteve de consumir pornografia durante três semanas mostrou uma taxa mais baixa de "prazer adiado".

Stress de estigma

A pornografia é uma adição prejudicial que arruina as relações ou um hábito saudável para homens e mulheres? A resposta de cada um depende mais da perceção de ser "viciado" em pornografia, do que propriamente da intensidade do consumo pornográfico, concluiu um estudo da revista científica Psychology of Addictive Behaviour.

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