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Israel anuncia mais medidas para travar onda de ataques palestinianos

Israel anunciou esta quarta-feira mais medidas para tentar acabar com uma onda de ataques palestinianos, facilitando a licença de porte de armas para os israelitas e retirando a autorização de residência a alguns habitantes de Jerusalém oriental.

Uma onda de ataques, sobretudo esfaqueamentos, realizados por palestinianos levantou receios de uma revolta em larga escala.

Uma onda de ataques, sobretudo esfaqueamentos, realizados por palestinianos levantou receios de uma revolta em larga escala.

© Mohamad Torokman / Reuters

Horas depois de a polícia ter estabelecido controlos nos bairros palestinianos da zona de Jerusalém anexada, o ministro do Interior israelita, Silvan Shalom, disse que revogava o estatuto de residente dos palestinianos da cidade que participaram em ataques contra judeus.

Uma onda de ataques, sobretudo esfaqueamentos, realizados por palestinianos levantou receios de uma revolta em larga escala.

Segundo fontes policiais, a onda de violência que afeta a região desde dia 1 já causou a morte de sete israelitas e de cerca de 30 palestinianos, 11 dos quais após realizarem ou tentarem realizar atentados.

"Dezanove atacantes de Jerusalém oriental -- penso ser esse o número mais ou menos -- terão a sua residência cancelada", disse Shalom à rádio pública.

Cerca de 310 mil palestinianos vivem em Jerusalém oriental, capturada por Israel na designada Guerra dos Seis Dias em 1967 e posteriormente anexada numa medida que nunca foi reconhecida internacionalmente.

O Estado hebreu atribui-lhes o estatuto de residente permanente, o que lhes permite o acesso a benefícios sociais e de saúde. Se cumprirem determinadas condições, estes palestinianos podem candidatar-se à cidadania plena, mas por razões políticas uma vasta maioria não o faz.

A organização de direitos humanos Human Rights Watch disse que a revogação dos direitos de residência é "equivalente à deportação" e proibida pela lei internacional humanitária.

"Jerusalém oriental é território ocupado sob a lei internacional (...) A deportação é estritamente proibida", disse à agência France Presse Srai Bashi, diretor da organização para a área Israel/Palestina.

Shalom disse ainda que o ministro da Justiça, Ayelet Shaked, está a trabalhar em legislação que poderá impedir familiares de alegados atacantes mortos em incidentes de receberem benefícios sociais.

Para proteger os israelitas, o ministro da Segurança Interna, Gilad Erdan, escreveu na rede social Facebook que decidiu "facilitar as condições para conceder uma licença de porte de arma".

Lusa

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