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ONU diz que bombardeamentos aéreos na Síria dificultam entrega de ajuda humanitária

A escalada do conflito na Síria tem complicado a já difícil tarefa das Nações Unidas de entregar ajuda humanitária aos milhões de pessoas em dificuldades, admitiu o chefe das missões humanitárias da ONU, Stephen O'Brien.

Reuters/Arquivo

Reuters/Arquivo

© Ibraheem Abu Mustafa / Reuter

"Estamos a ver que o aumento das missões de bombardeamento aéreo, seja de quem for, está a colocar as rotas de abastecimento num risco maior", declarou O'Brien em entrevista à agência France Presse.

Os combates na Síria aumentaram de nível desde que a Rússia começou a fazer missões de bombardeamento aéreo no final do mês passado. Uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos tem realizado bombardeamentos há mais de um ano.

O'Brien disse que a ONU "tem sido incapaz de fazer chegar tantas colunas [de transporte de alimentos e outros materiais] às pessoas em necessidades como seria desejável".

O conflito na Síria, que começou em março de 2011, já resultou na morte de cerca de 250 mil pessoas e forçou mais de metade da população do país a fugir de suas casas, incluindo mais de quatro milhões que saíram do país como refugiados.

Mais de 12 milhões de sírios precisam "desesperadamente de ajuda humanitária", disse O´Brien, acrescentando que a ONU está a "trabalhar incessantemente na busca de rotas seguras para fazer chegar essa ajuda".

O responsável da ONU disse que uma coluna humanitária poderá chegar em breve a Zabadani, o último reduto dos rebeldes na fronteira da Síria com o Líbano, na sequência de um cessar-fogo de seis meses alcançado em setembro.

No entanto, O´Brien reiterou que a situação ainda está confusa e que a ONU não dará ordem de partida às colunas "sem antes ter recebido garantias de que a passagem é segura".

O Kremlin afirma que a campanha aérea russa visa ajudar as forças militares do presidente sírio Bashar al-Assad a combater o grupo terrorista 'jihadista' Estado Islâmico.

Já hoje, Moscovo afirmou ter atingido mais de 380 "alvos do Estado Islâmico".

No entanto, os rebeldes e alguns dos seus apoiantes a nível internacional afirmam que os bombardeamentos russos têm como objetivo apoiar sobretudo o presidente Assad e que os seus alvos têm sido forças da oposição moderada e islamista, e não 'jihadistas'.

Lusa

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