sicnot

Perfil

Mundo

EUA preparam conversações com Moscovo para evitar a "total destruição" da Síria

O chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, divulgou hoje que Washington está a preparar para os próximos dias uma reunião com Moscovo e com alguns países aliados para tentar evitar a "destruição total" da Síria.

Reuters/Arquivo

Reuters/Arquivo

© Lucy Nicholson / Reuters

"Irei voltar dentro de poucos dias e irei reunir-me com os líderes da Rússia, Turquia, Arábia Saudita e Jordânia (...) para explorar opções que possam talvez reacender o processo político e levar a uma transição política na Síria", declarou o secretário de Estado norte-americano, que hoje terminou em Madrid um breve périplo pela Europa.

Em Moscovo, uma fonte citada pela agência noticiosa Ria Novosti indicou que o encontro entre Kerry e os seus homólogos russo e saudita -- países que apoiam lados opostos na guerra na Síria -, poderá ser realizado "em breve" em Viena, Áustria.

Washington considera que tem a responsabilidade "de tentar evitar a destruição total e completa da Síria", temendo as potenciais consequências negativas naquela região e um possível agravamento na vaga de migração, segundo explicou John Kerry, após um encontro com o seu homólogo espanhol. Jose Manuel Garcia-Margallo, na capital espanhola.

"Temos o interesse moral de tentar travar esta catástrofe em evolução", reforçou.

Até à data, cerca de 12 milhões de sírios -- metade da população -- foram obrigados a fugir das respetivas casas ou a procurar refúgio em outros países.

O conflito sírio já fez mais de 250 mil mortos, dos quais cerca de 74 mil são civis, desde março de 2011, segundo os números mais recentes do Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

"O nível de migração na Europa é perigoso em muitos aspetos" por causa da dificuldade dos países em lidarem com o fenómeno, referiu o representante norte-americano, advertindo que "a ameaça de chegarem ainda mais [refugiados] se a violência continuar e a Síria implodir é real".

Uma nova vaga de refugiados teria, segundo John Kerry, "grandes implicações, a longo prazo, na segurança", não só na União Europeia (UE) mas também nos países vizinhos da Síria: Turquia, Líbano e Jordânia.

O chefe da diplomacia norte-americana disse também temer as consequências dos ataques aéreos russos na Síria, receando a possibilidade de a Rússia "estar simplesmente a apoiar a manutenção do [Presidente sírio Bashar) al-Assad".

Kerry afirmou recear ainda que a campanha aérea russa na Síria possa "atrair mais 'jihadistas' para o combate e aumentar o número de refugiados".

"Mas, se a Rússia está lá para ajudar a encontrar um caminho para uma solução política e, simultaneamente, combater o Daesh (acrónimo árabe do grupo Estado Islâmico), existe uma possibilidade para explorar um caminho completamente diferente. Precisamos de sentarmo-nos e conversar para explorar essas oportunidades", concluiu Kerry.

Lusa

  • Ministra tem condições para ficar?
    1:57
  • Proteção Civil garante que já não há desaparecidos
    1:40
  • "Depois de sair da autoestrada o vidro do carro ainda estava a ferver"
    2:01
  • O desabafo de um empresário que perdeu "uma vida inteira de trabalho" no fogo
    2:08
  • José teve de comprar um gerador para continuar a dar de beber às galinhas
    2:10
  • A primeira moção de censura ao fim de quase dois anos
    1:42

    País

    O CDS-PP avançou com uma moção de censura ao Governo, perante o que chama de falha do Governo na proteção das pessoas. O PSD apoia a iniciativa. António Costa fala num ato natural da democracia. Esta é a primeira moção de censura que o Governo socialista enfrenta ao fim de quase dois anos de mandato.

  • "Agora é tempo de decidir e executar"
    1:27

    País

    O primeiro-ministro reuniu-se esta terça-feira com os autarcas das zonas mais afetadas pelos incêndios e visitou os feridos, que continuam internados no Hospital de Coimbra. António Costa diz que o tempo das respostas começa agora.

  • Norte-americana foi à discoteca e tornou-se princesa

    Mundo

    A história de Ariana Austin é quase como um conto de fadas moderno. A jovem vai até ao baile, onde conhece o seu príncipe. Só que a norte-americana foi a uma discoteca e, na altura, não sabia que Joel Makonnen era na verdade um príncipe da Etiópia e que casaria com ele 12 anos depois, tornando-se também ela numa princesa.