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Putin e Assad defendem processo político após operações militares

Os presidentes russo, Vladimir Putin, e sírio, Bashar al-Assad, sublinharam hoje que as operações militares na Síria estão a permitir conter o terrorismo e devem ser seguidas de um processo político, durante uma visita surpresa de Assad a Moscovo.

Reuters

"Estamos preparados para dar a nossa contribuição, não apenas durante as hostilidades armadas na luta contra o terrorismo, como também durante um processo político", disse Putin a Assad, segundo um comunicado da presidência da Rússia.

Nas declarações que fez à imprensa, Bashar al-Assad sublinhou a importância da campanha de bombardeamentos aéreos russos, que tem permitido conter o terrorismo no país.

"O terrorismo, que atualmente se espalhou pela região, teria tomado áreas muito maiores e territórios muito maiores não fossem as suas ações e as suas decisões", disse, dirigindo-se a Putin.

Assad, citado por 'media' árabes, prosseguiu frisando que "o terrorismo é o obstáculo a uma solução política na Síria", pelo que os bombardeamentos vão permitir "erradicar o terrorismo que entorpece a consecução de uma saída política".

Segundo a agência estatal síria Sana, Putin assegurou a Assad a sua disposição para continuar a apoiar política e militarmente a Síria e para avaliar com outras potências internacionais uma solução política para a guerra.

A visita de Assad a Moscovo é a primeira que faz ao estrangeiro desde o início do conflito, em março de 2011.

A Rússia lançou a 30 de setembro uma campanha de bombardeamentos aéreos na Síria com o objetivo de travar os 'jihadistas' do Estado Islâmico, mas os Estados Unidos e seus aliados criticaram a entrada de Moscovo no conflito, afirmando que está a bombardear grupos da oposição moderada apoiados pelo Ocidente numa tentativa de reforçar a posição de Bashar al-Assad.

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