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Ativista angolano Albano Bingobingo suspende greve de fome após marcação de julgamento

O ativista angolano Albano Bingobingo, um dos 15 jovens acusados de tentativa de golpe de Estado, disse hoje à Lusa que suspendeu a greve de fome que começou a 09 de outubro, face à marcação da data do julgamento.

Reuters/Arquivo

Reuters/Arquivo

© Stringer . / Reuters

Em declarações à agência Lusa no interior do Hospital-prisão de São Paulo, em Luanda, Albano Bingobingo, confirmou que terminou a greve de fome na terça-feira, após ter sido marcada a data do julgamento, entre 16 e 20 de novembro.

O ativista iniciou a greve de fome em protesto pelo prolongamento além do prazo da prisão preventiva e, segundo denúncia da família, não recebeu os cuidados médicos necessários.

O eurodeputado Francisco Assis (PS) questionou hoje a Comissão Europeia sobre eventuais diligências para garantir cuidados médicos urgentes a Albano Bingobingo, também conhecido como Albano Liberdade, que, segundo o comunicado, não se consegue manter de pé e "não recebeu até ao momento qualquer assistência médica".

"Albano Bingobingo foi despido na cela por polícias que o torturaram e o arrastaram depois, nu, para o pátio. Testemunhas relatam que Albano Bingobingo está gravemente doente e que apresenta uma infeção severa numa perna", acrescentou o comunicado.

Assis alertou assim para outros casos, face ao "quase monopólio do caso de Luaty Beirão nos meios de comunicação social".

O eurodeputado referia-se ao caso do luso-angolano que está em greve de fome há 31 dias e que anunciou na terça-feira, através do seu advogado, que pretende manter este protesto, apesar de já estar marcada a data do julgamento.

Os 15 suspeitos, detidos a 20 de junho, têm idades entre os 19 e os 33 anos e são professores, engenheiros, estudantes e um militar, entre outras ocupações.

Em causa está uma operação policial desencadeada a 20 de junho de 2015, quando 13 jovens ativistas angolanos foram detidos em Luanda, em flagrante delito, durante a sexta reunião semanal de um curso formação de ativistas, para promover posteriormente a destituição do atual regime, diz a acusação.

Outros dois jovens foram detidos dias depois e permanecem também em prisão preventiva.

Lusa

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