sicnot

Perfil

Mundo

Detetada estrela anã branca a devorar restos de corpo planetário semelhante à Terra

Investigadores detetaram um sistema estelar em que uma anã branca, estrela semelhante ao Sol na última fase da sua vida, está a desintegrar restos de um corpo planetário rochoso com uma composição química parecida com a da Terra.

A descoberta confirma a teoria de que as anãs brancas são capazes de destruir possíveis vestígios de planetas que sobreviveram no seu sistema estelar. (Arquivo)

A descoberta confirma a teoria de que as anãs brancas são capazes de destruir possíveis vestígios de planetas que sobreviveram no seu sistema estelar. (Arquivo)

© NASA NASA / Reuters

A descoberta, que confirma a teoria de que as anãs brancas são capazes de destruir possíveis vestígios de planetas que sobreviveram no seu sistema estelar, é revelada hoje pela revista Nature.

Com base em imagens do telescópio espacial Kepler e de observatórios terrestres, investigadores identificaram fragmentos de rocha que orbitam a estrela WD 1145+017, em períodos de 4,5 a 4,9 horas.

A maioria dos exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar) descobertos, até à data, orbita estrelas da chamada sequência principal, ou seja, as que se encontram numa fase estável, em metade da sua vida ativa.

Os corpos celestes detetados por Andrew Vanderburg, do Centro Harvard-Smithsonian para a Astrofísica, nos Estados Unidos, e a sua equipa giram em torno de uma estrela moribunda, que esgotou o seu combustível nuclear. Contudo, a anã branca WD 1145+017 está a fragmentar os objetos que a orbitam devido à alta radiação e à força gravítica.

As anãs brancas são corpos de enorme densidade, em que uma massa semelhante à do Sol fica reduzida a um volume parecido ao da Terra.

O trânsito dos objetos identificados pelos cientistas chega a bloquear 40 por cento da luz emitida pela anã branca, em torno da qual se formou um disco de partículas com elementos pesados como magnésio, alumínio, cálcio, ferro e níquel.

Os astrónomos creem que este pó foi gerado no último milhão de anos, a partir de colisões entre corpos rochosos como asteroides e planetas de pequeno tamanho, um cenário que poderá ser idêntico ao que se viverá no Sistema Solar, quando o Sol esgotar o seu combustível.

Quando tal ocorrer, o Sol irá tornar-se numa gigante vermelha e expandir-se para lá das órbitas de Mercúrio e Vénus. Os cientistas questionam ainda se, nestes termos, a Terra será engolida pela sua estrela.

No final da sua vida, o Sol perderá grande parte da sua massa original e será uma anã branca, um processo que desestabilizará as órbitas de outros planetas do Sistema Solar e que poderá provocar colisões entre eles.

Segundo os modelos atuais, alguns dos planetas poderão ficar reduzidos a fragmentos rochosos semelhantes a asteroides e, se estiverem muito perto da superfície da estrela, formarão sobre ela um disco de pó com composição química parecida à do corpo original, tal como os investigadores observaram com a anã branca WD 1145+017.

Lusa

  • O dia que roubou dezenas de vidas em Pedrógrão Grande
    3:47
  • Morreu Miguel Beleza

    País

    Miguel Beleza, economista e antigo ministro das Finanças, morreu esta quinta-feira de paragem cardio-respiratória aos 67 anos.

  • "Estamos a ficar sem espaço. Está na hora de explorar outros sistemas solares"

    Mundo

    O físico e cientista britânico Stephen Hawking revelou alguns dos seus desejos para um novo plano de expansão espacial. Hawking está em Trondheim, na Noruega, para participar no Starmus Festival que promove a cultura científica. E foi lá que o físico admitiu que a população mundial está a ficar sem espaço na Terra e que "os únicos lugares disponíveis para irmos estão noutros planetas, noutros universos".

    SIC

  • Não posso usar calções... visto saias

    Mundo

    Perante a proibição de usar calções no emprego, um grupo de motoristas franceses adotou uma nova moda para combater o calor. Os trabalhadores decidiram trocar as calças por saias, visto que a peça de roupa é permitida no uniforme da empresa para a qual trabalham.

  • De refugiada a modelo: a história de Mari Malek

    Mundo

    Mari Malek chegou aos Estados Unidos da América quando era ainda uma criança. Chegada do Sudão do Sul, a menina era uma refugiada à procura de um futuro melhor, num país que não era o seu. Agora, anos depois, Mari Malek é modelo, DJ e atriz, e vive em Nova Iorque. Fundou uma organização sediada no país onde nasceu voltada para as crianças que passam por dificuldade, como também ela passou.