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Salmão, lula e bacalhau são espécies a evitar, segundo guia de pesca sustentável

O salmão, o bacalhau e a lula são algumas das espécies cujo consumo deve ser evitado, segundo um guia de sustentabilidade que o Oceanário de Lisboa preparou juntamente com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

© Ivan Alvarado / Reuters

O guia lembra que cada português consome, em média, 57 quilos de pescado por ano e classifica as espécies mais consumidas em Portugal de três formas: Melhor escolha (espécies mais abundantes e capturadas de forma sustentável), Alternativa (espécies que merecem alguma preocupação por terem poucos adultos reprodutores ou habitat em risco) e a Evitar (espécies vulneráveis, sobre exploradas ou com métodos de captura/criação com impacto no meio ambiente).

Entre estas últimas, encontra-se, por exemplo, o bacalhau, embora a especialista do IPMA, Ana Moreno, tenha esclarecido que a lista "a evitar" se refere ao peixe de menores dimensões.

A responsável de Divisão de Modelação e Gestão de Recursos da Pesca do IPMA explicou à Agência Lusa que deve ser dada preferência ao bacalhau mais graúdo, destacando que este 'stock' atualmente está a recuperar e é bem gerido, mas a espécie "ainda causa alguma preocupação" face ao grande declínio que enfrentou há alguns anos.

O salmão, uma espécie importada e cujo consumo é crescente em Portugal, é desaconselhado por ser criado em sistemas de aquacultura intensiva que "não é um método completamente isento de problemas ambientais".

A lula, que consta também da lista de espécies a evitar, "tem uma gestão deficiente e está sobre explorada", justifica Ana Moreno.

Já a sardinha, que tem tido uma "gestão apertadíssima", foi incluída nas alternativas de consumo, sendo no entanto de evitar os espécimes de tamanho inferior a 11 centímetros.

Entre as melhores escolhas, encontram-se peixes comuns como o carapau, a cavala ou a pescada, cefalópodes como o choco e o polvo, espécies de aquacultura como a dourada, robalo ou rodovalho, e algumas difíceis de encontrar nos hipermercados como o pata-roxa, patudo, tintureira ou verdinho.

"São espécies que se encontram nos mercados mais tradicionais e são apreciadas pela população local, mas não são muito valorizadas e não estamos habituados a vê-las nos supermercados", reconhece Ana Moreno, acrescentando que é necessário "trabalhar a cadeia de valor" destes produtos, como aconteceu com a cavala.

O guia não inclui produtos importados hoje bastante divulgados, como o peixe-gato, embora Ana Moreno considere que se trata de uma espécie "problemática e que será sempre de evitar", apesar de ser cada vez mais usada nas escolas públicas devido ao seu baixo preço.

Lusa

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