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Pescadores de baía moçambicana procuram tubarão que matou mulher

Cerca de 40 pescadores da baía de Inhambane, sul de Moçambique, continuavam hoje a operação para capturar um tubarão que terá matado uma mulher e ferido um homem, informou à Lusa o administrador marítimo da província.

É uma das províncias mais frequentadas por turistas em Moçambique

É uma das províncias mais frequentadas por turistas em Moçambique

© STR New / Reuters

Segundo Américo Sitoe, dois ataques de tubarão terão levado à morte de uma mulher no sábado, quando apanhava caranguejo nas águas da baía de Inhambane, e a que um homem tenha ficado sem um braço quando pescava com um anzol no distrito da Maxixe, que é também banhada pela mesma baía.

O objetivo é apanhar o animal vivo para o arrastar até ao alto mar, como forma de respeitar a vida marinha.

O único elemento fornecido pelo pescador que perdeu o braço é de que se trata de um tubarão enorme.

"Nos últimos dois dias, nós colocámos armadilhas em pontos de possível circulação do tubarão e hoje vamos verificar, esperamos que as armadilhas já tenham capturado animal", disse à Lusa Américo Sitoe.

A operação, apoiada pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades e pelo Governo provincial, envolve mais de 40 pescadores de vários pontos da província e, de acordo com Américo Sitoe, visa capturar o animal vivo para que depois seja arrastado até ao alto mar.

"Temos pescadores de vários pontos distantes da província a virem para este local e acabam dormindo aqui e, por isso, precisamos criar condições", declarou Américo Sitoe, enaltecendo a importância do apoio da população local.

Nas áreas consideradas de possível circulação do tubarão foram colocados anzois apropriados para a captura do animal, um sistema designado 'longline', prosseguiu.

"Nós estamos no terreno a trabalhar e a nossa intenção é garantir a segurança das pessoas que frequentam o local", salientou, acrescentando que ainda não se podem sentir os impactos no turismo sobre as notícias dos ataques do tubarão na região, situada numa das províncias mais frequentadas por turistas em Moçambique.

"Nós estamos felizes porque ainda há um tempo que nos separa do período do pico do turismo na região", afirmou, salientando que o Governo provincial, juntamente com os seus parceiros, tudo fará para evitar impactos negativos.

Com Lusa