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Instalação de câmaras na Esplanada das Mesquitas provoca tensão

O acordo sobre a Esplanada das Mesquitas anunciado no sábado enfrentou hoje um primeiro obstáculo, com a fundação islâmica que administra o local sagrado a acusar Israel de impedir a aplicação das medidas decididas.

Cidade velha de Jerusalem, local sagrado para muçulmanos, judeus e católicos.

Cidade velha de Jerusalem, local sagrado para muçulmanos, judeus e católicos.

© Amir Cohen / Reuters

A divergência relaciona-se com a decisão de instalar câmaras de vigilância no complexo para evitar uma repetição dos incidentes violentos das últimas semanas.

A medida faz parte do acordo anunciado no sábado entre Israel, que controla o acesso ao local, e a Jordânia, guardiã dos lugares santos de Jerusalém, mediado pelos Estados Unidos.

Mas, hoje de manhã, a fundação islâmica Waqf, que administra a Esplanada das Mesquitas, afirmou ter sido impedida de instalar as câmaras pela polícia israelita, condenando "a ingerência israelita" e acusando Israel de querer "instalar câmaras que sirvam apenas os seus interesses e não os da verdade e da justiça".

Em resposta, o governo israelita afirmou em comunicado que "as disposições quanto à maneira e ao local" da instalação das câmaras têm de ser coordenadas com o governo israelita.

A Esplanada das Mesquitas fica em Jerusalém-leste, ocupada por Israel desde 1967, e nela se situa a mesquita de Al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado para o Islão, que o designa como Nobre Santuário, e primeiro para o judaísmo, que o designa como Monte do Templo.

A instalação das câmaras suscitou a desconfiança de alguns dirigentes palestinianos, receosos de que o dispositivo sirva apenas para facilitar as detenções de palestinianos pela polícia israelita.

Segundo o primeiro-ministro israelita, no entanto, a videovigilância serve "o interesse de Israel" de "refutar as alegações de que viola o 'statu quo'" do local, de "mostrar de onde partem verdadeiramente as provocações" e de as impedir.

Palestinianos e jordanos acusam Israel que pretender mudar as regras, segundo as quais apenas os muçulmanos podem rezar na mesquita, para permitir aos judeus rezar no local e, a prazo, dividir a Esplanada entre judeus e muçulmanos. Israel nega.

Nas últimas semanas, a limitação do acesso dos homens muçulmanos ao local devido a um feriado hebraico deu origem a uma série de incidentes, que levaram à morte de 56 palestinianos, oito israelitas, um eritreu e um árabe-israelita.

Lusa

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