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400 milhões de animais escapam à indústria alimentar nos EUA em 2014

Os norte-americanos estão a comer menos carne. Uma tendência começa a dar alguns passos, largos o suficiente para se refletirem nas estatísticas. De acordo com a Sociedade Humanitária dos Estados Unidos, a maior organização de proteção animal dos Estados Unidos, 2014 foi o ano em que se abateram menos animais para a indústria alimentar.

© Mathieu Belanger / Reuters

Apesar de 93% dos norte-americanos ainda consumirem carne, são cada vez mais os que optam por outras soluções alimentares.

Um olhar rápido pelo gráfico publicado pelo Wall Street Journal, com dados do departamento de Agricultura dos EUA, revela essa tendência. Desde 2007 que o consumo de carne (vaca, porco, aves) está em queda. Passou de 66 Kg, per capita, em 2007 para 60 Kg em 2012.

Agora, a Sociedade Humanitária dos Estados Unidos, a maior organização de proteção animal dos Estados Unidos, com mais de 7 milhões de membros em todo o mundo, anuncia que 2014 foi o ano em que se abateram menos animais. 400 milhões para ser mais preciso num espaço de sete anos.

Em 2007 foram criados 9,5 mil milhões de animais para as indústrias alimentares. O número desceu em 2014 para os 9,1 mil milhões.

Consumo de carne de vaca e porco tem diminuído em Portugal, aumenta o de aves

O consumo de carne de vaca e de porco tem vindo a diminuir em Portugal desde 2008, enquanto a carne de aves tem vindo a conquistar maior lugar na alimentação dos portugueses.

"Desde que há registo, inverte-se pela primeira vez uma tendência: a carne de aves (animais de capoeira) cresce ao contrário da de bovino e a de suíno. Mesmo assim, a proporção de proteína de origem animal ainda está acima do desejável", refere o relatório Alimentação Saudável em Números 2014 da Direção-geral da Saúde, que recorre a dados do Instituto Nacional de Estatística entre os anos de 2008 e 2012.

De acordo com dados do INE, em 2008, a carne bovina tinha um peso no consumo de 19,6 quilos por habitante, que baixou para 16,7 em 2012.

Também a carne de porco registou a tendência decrescente, passando de um consumo de 47,1 quilos por habitante em 2008 para 43,3 quilos/habitante em 2012.

Já o consumo de carne de animais de capoeira foi aumentando, de 33,8 quilos/habitante em 2008 para 35,8 quilos em 2012.

De uma forma geral, registou-se entre 2008 e 2012 um decréscimo de consumo do grupo de alimentos "carne, pescado e ovos", que contudo "não foram suficientes para baixar substancialmente as disponibilidades excedentárias destes grupos".

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